Premium Os portugueses que viram o muro cair: "Foi uma festa arrepiante"

"Senti que alguma coisa ia acontecer.., mas uma abertura do muro de um dia para o outro não imaginava." Foi com surpresa que seis portugueses, que viviam e ainda vivem em Berlim, assistiram à queda do muro de Berlim, a 9 de novembro de 1989.

"É irreconhecível! Há um fervilhar de gente que não havia", desabafa Maria do Rosário Pinho Bayer enquanto olha para os dois lados da rua, a Friedrichstrasse e a Zimmerstrasse. Jovens de mochila, uma guia de guarda-chuva na mão a ser seguida por um grupo de estrangeiros, máquinas fotográficas e telemóveis que não param de registar imagens de um local histórico, que já muito pouco tem que ver com o que era. Dois restaurantes de fast food, várias lojas de souvenirs, museus e cafés ajudam a encher aquele que é considerado um dos locais mais simbólicos da Guerra Fria.

O Checkpoint Charlie foi cenário de vários filmes e séries, palco de tentativas de fuga de cidadãos da antiga Alemanha de Leste, ponto de confronto entre tanques soviéticos e americanos, a mais famosa passagem entre os lados oriental e ocidental. A barreira, o posto de controlo, e os sacos de areia são uma réplica do que existia na altura e servem de pano de fundo às poses dos atores fardados de militares. Uma excursão de Trabants coloridos, os carros usados na República Democrática Alemã (RDA), fazem virar a cabeça da advogada portuguesa que chegou a Berlim dois anos antes da queda do muro.

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Contratos públicos

Empresa que contratava médicos para prisões não pagou e sumiu

O Estado adjudicou à Corevalue Healthcare Solutions, Lda. o recrutamento de médicos, enfermeiros, psicólogos e auxiliares para as prisões. A empresa recrutou, não pagou e está incontactável. Em Lisboa há mais de 30 profissionais nesta situação e 40 mil euros por pagar. A Direção dos Serviços Prisionais diz nada poder fazer.