Táxis fluviais vão ligar Lisboa à Margem Sul já no verão

Associação de Turismo de Lisboa vai recuperar postos de acostagem para barcos. Táxis entre as duas margens do rio Tejo também vão poder usar os terminais da Transtejo.

A partir do verão será possível apanhar um barco sem hora marcada para atravessar o rio Tejo entre a capital e a Margem Sul. O projeto Rede Cais do Tejo é apresentado nesta quarta-feira pela Câmara Municipal de Lisboa, e vai implicar a recuperação de postos de acostagem dos dois lados do rio por parte da associação de turismo da região e a utilização dos terminais fluviais da Transtejo/Soflusa.

"Estão criadas todas as condições para termos táxis fluviais no rio Tejo", assinala Teresa Leal Coelho, vereadora do PSD em Lisboa e autora desta ideia, em declarações ao DN/Dinheiro Vivo. A partir deste verão, ficarão disponíveis mais de uma dezena de locais para colocar as embarcações.

Na margem norte poderão ser utilizados locais como a Marina do Parque das Nações, Cais da Matinha, Terreiro do Paço, Cais do Sodré, Cais do Gás, Alcântara e Belém; na Margem Sul, além de Cacilhas, Trafaria, Porto Brandão, Barreiro, Seixal e Montijo, será recuperado o cais do Ginjal. A utilização das infraestruturas depende de acordos com a Transtejo e com a administração do Porto de Lisboa.

O novo projeto da Câmara Municipal de Lisboa assenta em pilares como a mobilidade, desenvolvimento regional e económico. "Podemos aumentar a mobilidade dentro e fora de Lisboa, sobretudo do lado do rio, aproximando as populações", destaca a vereadora do PSD.

A nível económico, Teresa Leal Coelho nota que "poderão ser desenvolvidos novos negócios para fins recreativos e contribuir para melhorar o rendimento das famílias". O início da atividade depende do registo no Turismo de Portugal e na capitania do Porto de Lisboa.

Também fica aberta a porta a serviços como o Uber Boat (já testado na Nigéria), em que a plataforma norte-americana explora um serviço de transporte fluvial de passageiros através de uma aplicação. A social-democrata acredita que a recuperação de postos de acostagem também poderá "potenciar novos transportes coletivos".

A ideia de aproveitamento do rio Tejo para táxis fluviais foi uma das medidas propostas por Teresa Leal Coelho enquanto candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, em 2017. "No mandato anterior, já tínhamos defendido a devolução do Tejo à cidade. Estes projetos já existem em várias cidades europeias." A vereadora lembrou mesmo que viveu "vários anos em Estocolmo e desloquei-me muitas vezes pelo rio em barcos corta-gelo".

Na segunda fase do projeto, "a médio prazo", poderão ser recuperados os cais existentes em concelhos como "Oeiras, Vila Franca de Xira, Loures e Alcochete", acredita Teresa Leal Coelho. Para isso, decorrem negociações com os municípios ao nível da Área Metropolitana de Lisboa.

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