Premium O povo do Instagram

Eis um lugar onde, realmente, podemos encontrar um pouco de tudo: no Instagram, milhões de imagens vão pontuando o modo como nos vemos e vemos os outros, talvez gerando uma nova forma de sentir e habitar o coletivo.

Há de tudo. Literalmente. A vedeta que promove o último disco. O cidadão anónimo que expõe os legumes do quintal. O museu que divulga a próxima exposição. O namorado que fotografa a namorada. Os gatinhos para adoção. Os cãezinhos para adoção. Muitos gatos... Muitos cães...

Há de tudo no mundo do Instagram. E não faz sentido considerar que é um assunto dos "outros". Dito de outro modo: importa não nos definirmos como observadores neutros, supostamente distantes e distanciados, capazes de contemplar o fenómeno com a ligeireza do distraído ou adotando a pose do cientista que, munido de lentes poderosas, observa os animais selvagens lá ao longe. Nada disso. Podemos ser ou não ser criadores de contas no Instagram (eu sou), mas todos pertencemos a este mundo que nos ensinou uma nova lei, frágil e sedutora: quando divulgamos imagens, a nossa identidade sai reforçada. No limite mais drástico, porventura mais poético, podemos até supor que a nossa identidade só se consolida quando doamos imagens aos outros.

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