Premium 1921-2021. PCP lança os 100 anos a olhar para a frente

Comunistas deram ontem o pontapé de saída nas comemorações do centenário, que vão prolongar-se por dois anos. Partido quer aproveitar a efeméride para um reforço que lhe tem fugido nas urnas.

A 7 de março de 1921, o DN dava conta de que "estava convocada para ontem, na sede da Associação de Classe dos Empregados de Escritório uma sessão de propaganda promovida pela comissão organizadora do partido comunista. Esta sessão não se realizou devido a ter sido proibida pela autoridade superior, mas no entanto a assembleia ainda sancionou os nomes dos indivíduos indigitados para os corpos dirigentes do partido e que serão junta nacional, conselho económico e comissão de propaganda".

Desde o final do ano anterior que se vinham desenhando os alicerces do novo partido, mas esta reunião acabou por ser o ato fundador do Partido Comunista Português, que veio dar um corpo político às lutas sindicais que então se sucediam no país (e que, em maio desse ano, levarão à instituição das oito horas de trabalho) e à simpatia com a revolução de outubro na Rússia, que tivera uma primeira expressão na Federação Maximalista Portuguesa - de onde proveem, aliás, vários fundadores do partido. Instalada a sede em Lisboa, no mesmo ano viriam a abrir centros comunistas no Porto, em Beja e em Évora e seria lançado O Comunista, publicação precursora do Avante!. Em 1923 realizou-se o primeiro congresso. No final da década, o partido foi ilegalizado, iniciando um período de mais de 40 anos na clandestinidade.

Ler mais

Mais Notícias