PCP volta este domingo aos comícios e promete seguir regras

Partido garante que o "o comício realizar-se-á observando as regras de proteção sanitária".

O PCP volta este domingo aos comícios, com uma iniciativa no alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa, que marca o regresso do partido às iniciativas partidárias de rua. Um comício de "resposta à ofensiva em curso contra os direitos dos trabalhadores".

Os comunistas são o primeiro partido a voltar a este tipo de iniciativas partidárias. Mas não adiantam quantas pessoas são esperadas nem se estão a ser tomadas medidas especiais na realização deste evento, garantindo apenas que "o comício realizar-se-á observando as regras de proteção sanitária".

A iniciativa, que contará com uma intervenção do secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, marca o início de um conjunto de iniciativas dedicadas ao lema "Nem um direito a menos, confiança e luta por uma vida melhor".

De acordo com o PCP, no discurso de Jerónimo será "dada expressão ao conjunto de medidas e soluções para responder quer a problemas mais imediatos, quer à política que se impõem a médio prazo para assegurar o crescimento económico, a salvaguarda do emprego e valorização dos salários, os direitos sociais e a soberania nacional.»

O comício deste domingo foi anunciado por Jerónimo de Sousa a 17 de maio, na sequência de uma reunião do Comité Central do partido, que já então assegurou que a iniciativa decorrerá "com sentido de responsabilidade", recusando qualquer impedimento à sua realização. "Era o que mais faltava que neste momento se procurassem cercear as liberdades democráticas, a atividade política, coisa que o povo português não aceita, e que sacudiu e acabou há 40 anos. Teremos em conta, naturalmente, as medidas que se verificam em termos de segurança sanitária, isso posso garantir, corresponderemos à realidade e às medidas que se aplicam", disse então Jerónimo de Sousa.

O PCP admite também avançar com a Festa do Avante!, no primeiro fim de semana de setembro, que reúne habitualmente milhares de pessoas na Quinta da Atalaia, no Seixal. Uma hipótese que tem motivado críticas, o que já levou Jerónimo de Sousa a sugerir "calma às almas mais inquietas".

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