Premium Argélia: uma guerra civil pode deixar Portugal sem gás natural

Milhões de argelinos foram chamados às urnas para eleger no próximo dia 12 o sucessor do presidente deposto, Abdelaziz Bouteflika, após 20 anos de hegemonia. Contudo, estas eleições correm o risco de ser um exercício inútil.

Praticamente toda a população argelina, mobilizada através de um movimento (hirak) sem precedentes, recusa-se a apoiar os cinco candidatos oficiais às eleições presidenciais da próxima quinta-feira dia 12, considerados "filhos do sistema" e aliados ao aparelho do antigo presidente. Perspetiva-se um boicote em massa ao processo eleitoral.

Desde 22 de fevereiro, a Argélia - único país do mundo árabe em que o Exército está na origem da criação do Estado-nação - tem sido palco de manifestações apelando à abstenção. A população recusa-se a pactuar com eleições sem que haja previsões de mudança de regime. A convicção é de que este escrutínio apenas pretende legitimar um sistema político corrupto, no poder desde a independência, em 1962.

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