Premium Há 1201 barreiras no Douro e o Estado "desconhece onde estão"

Um estudo da Rede Douro Vivo identificou todas as barreiras - barragens, mini-hídricas e açudes - que existem na bacia hidrográfica do Douro. E chegou a um número "surpreendente", que põe em perigo habitats que ainda conservam uma enorme riqueza, alerta Ricardo Próspero, porta-voz do GEOTA, entidade que coordenou o estudo.

Um consórcio de universidades e organizações ambientalistas, que integra a Rede Douro Vivo, passou dois anos a mapear a bacia hidrográfica do Douro, a maior da Península Ibérica. O projeto, coordenado pelo GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, foi recentemente divulgado e dará agora origem a uma proposta, a apresentar ao governo em setembro, com o objetivo de conferir maior proteção aos recursos hídricos e aos habitats que estes sustentam. Ricardo Próspero, porta-voz do GEOTA, defende que é preciso agir com urgência.

O que é que espera que resulte deste estudo?
Acima de tudo, esperamos que haja uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos e da bacia hidrográfica do Douro, esperamos influenciar as várias entidades, a Agência Portuguesa do Ambiente [APA], a fazer essa gestão de uma forma mais proativa. E, acima de tudo, queremos dar início a um processo sistemático de remoção de barreiras obsoletas. Em breve, vamos apresentar uma proposta de lei com vista à proteção de rios e troços de rios com particular interesse de proteção e preservação.

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