Premium Hospitais públicos recorrem ao privado para alugar equipamento

Os equipamentos hospitalares estão obsoletos e não são substituídos, sendo necessário por vezes recorrer aos privados para alugar aparelhos em falta. Também as infraestruturas precisam de restruturação ou de novos edifícios, mas falta verba. O Conselho de Ministros aprovou nesta quinta-feira 91 milhões de euros para contornar estas situações em dez hospitais, mas no ano passado estimava-se que seriam precisos mil milhões para resolver estes problemas em todos os hospitais portugueses.

Falta luz nos blocos operatórios, são necessárias atualizações nos monitores de sinais de vida que estão junto às camas dos doentes nos quartos e há aparelhos para fazer TAC que deixaram de funcionar. São alguns exemplos de equipamentos que estão em falta nos hospitais, denunciam o bastonário dos Médicos, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem e o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares ao DN. Segundo os médicos, chega a ser necessário alugar equipamentos ao privado para fazerem as vezes dos que estão parados no Serviço Nacional da Saúde (SNS).

Em dezembro do ano passado, a ministra da Saúde, Marta Temido, afirmava que a equipa ministerial anterior fez um levantamento do investimento em falta no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que este apontava para a necessidade de mil milhões de euros nos próximos três anos, sendo prioritários 500 milhões de euros. Nesta quinta-feira o Conselho de Ministros aprovou o Programa de Investimentos na Área da Saúde com uma verba de cerca de 91 milhões de euros para melhorar infraestruturas e equipamentos de dez hospitais do SNS até 2021. "91 milhões de euros são cerca de 10% do que seria necessário para a substituição do equipamento e nem estamos a falar de adquirir novo", refere Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares.

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