Premium A tentação do excesso

A Constituição da República Portuguesa fez, a 2 de abril, 44 anos. Recordá-la não é um hábito, é um tónico. É o norte de princípios fundamentais da democracia portuguesa, como o da presunção da inocência e outros. É a sua prática e observância que faz a profilaxia de populismos e extremismos. Nunca como agora, e em tudo, aliás, precisámos tanto de profilaxia. O risco global de termos de enfrentar uma "tempestade perfeita", quando falamos de direitos, liberdades e garantias, não é baixo.

A declaração do estado de emergência, infelizmente necessária, mantém-se (e bem) em Portugal, e não só. Há que respeitá-la. Os portugueses não correm o perigo de a sua declaração escalar para um Estado de vigilância totalitária. Temos um governo democrata que nos dá garantias. No entanto, temos vários exemplos na nossa história em que o autoritarismo começou por se insinuar numa crise, apresentando-se como solução, para depois se instalar.

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