Premium Festival de Almada: o desejado reencontro dos atores com o público

Com 17 espetáculos, dos quais só três são estrangeiros, o Festival de Teatro de Almada arranca nesta sexta-feira para dizer ao mundo que nenhum vírus vai afastar os artistas do palco.

Quando, em março, as salas de espetáculo encerraram e o país foi para casa, temeu-se o pior. "Foi um período de grandes incertezas", recorda o diretor da Companhia de Teatro de Almada, Rodrigo Francisco. À medida que as semanas passavam, com fronteiras fechadas e um vírus a causar o pânico por todo o mundo, iam recebendo mails de companhias estrangeiras informando da impossibilidade de se deslocarem a Almada e o festival, que habitualmente se realiza em julho, parecia cada vez mais uma miragem. "Em abril ligámos aos nossos espectadores para saber a sua opinião e a maioria disse-nos inequivocamente que se o festival se realizasse eles estariam aqui. Foi por isso que decidimos avançar."

Enquanto as portas do teatro se mantiveram fechadas, a equipa do Festival Internacional de Teatro de Almada delineou uma programação com 17 espetáculos, três dos quais estrangeiros, que foi apresentada no passado dia 19 de junho, antes mesmo de se saber se as viagens seriam possíveis. A sorte protege os audazes, como é costume dizer-se.

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