Premium O sistema político português move-se? Sim, mas não muito

Os extremos agitam-se, mas corresponderá isso a um sinal de mudanças estruturais? Não necessariamente: há fragmentação à direita mas não há revoluções à vista.

Os extremos políticos agitam-se, mas no essencial o sistema político português continua no lugar onde sempre esteve - assente nos dois grandes partidos que alternam no poder, longe da crise que assolou a social-democracia europeia, que fez desaparecer grandes partidos tradicionais que cederam o lugar a novas formações políticas. Mas algo mexe.

"O que parece evidente é que não vamos ter novidades à esquerda no espectro partidário, mas sim, após 40 anos de congelamento de representação parlamentar, à direita, daí é que virá alguma inovação e tendência para o fracionamento da representação", sublinha António Costa Pinto, lembrando também que os dois novos partidos "representam muito pouco em termos eleitorais". No futuro não se sabe, embora um deles - o Chega - esteja a ter "uma grande maximização no espaço público".

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