Premium Cinco anos depois dos atentados, a ideologia islamista não vai ser condenada

Começa hoje o julgamento de 14 pessoas que colaboraram com os terroristas dos atentados de janeiro de 2015. Mas de fora fica o seu móbil, lamenta a então jornalista do semanário satírico, Zineb El Rhazoui.

Na véspera do início do julgamento, o tom foi dado pelo próprio Charlie Hebdo, ao republicar na capa as controversas caricaturas de Maomé, mas também pelo editorial do diretor, Riss: "Nunca iremos curvar-nos. Nunca desistiremos."

Além dessas palavras de força pela liberdade contra todas as formas de censura, uma explicação: "Testemunharemos o julgamento não só do nosso passado, mas também do nosso futuro. O amanhã pode ainda abater-nos. Se o crime é tão difícil de apontar é porque foi cometido em nome de uma ideologia fascista alimentada nas vísceras de uma religião. E raros são aqueles que, cinco anos depois, ousam opor-se às exigências cada vez mais acentuadas das religiões em geral, e de algumas em particular", escreveu o sobrevivente do massacre de 7 de janeiro de 2015.

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