Taxa de desemprego sobe para 8,1% em julho

A "taxa real" de desemprego, medida pela subutilização do trabalho, terá atingido os 15,7% em julho. População empregada volta a aumentar.

A taxa de desemprego em Portugal voltou a aumentar em julho para 8,1% da população ativa. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) são ainda provisórios, mas refletem uma degradação do mercado de trabalho devido à crise pandémica.

A taxa de subutilização do trabalho - uma medida mais abrangente do desemprego - atingiu os 15,7, mais 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que no mês junho, mais 2,3 p.p. que há 3 meses e mais 2,8 p.p. que há um ano, indica o INE.
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"Em julho de 2020, a população desempregada - cuja estimativa provisória foi de 409,7 mil pessoas - registou um aumento de 10,6% (39,4 mil) em relação ao mês anterior, de 28,5% (90,9 mil) relativamente a três meses antes e de 22,0% (73,9 mil) por comparação com o período homólogo de 2019", aponta o gabinete de estatística.

A taxa agora estimada para julho já poderá refletir, de forma mais próxima da realidade, o que se passa no mercado de trabalho, depois de alguns meses em que, por motivos metodológicos, tal não acontecia. Muitas pessoas não eram consideradas desempregadas porque não tinham estado ativamente à procura de emprego, impedidas pelas restrições de circulação.

Travão na destruição de empregos

A população empregada registou um aumento face a junho, o que significa que houve um abrandamento na destruição do emprego em Portugal na sequência da crise pandémica. "Em julho de 2020, a estimativa provisória da população empregada, que correspondeu a 4 671,3 mil pessoas, registou um acréscimo de 0,1%, (2,7 mil) em relação ao mês anterior, tendo diminuído 1,7% (80,2 mil) relativamente a três meses antes e 3,5% (171,7 mil) por comparação com um ano antes", refere o INE.

O Instituto Nacional de Estatística fala de alguma normalização do mercado de trabalho devido ao alívio das restrições. "A transição de estado de emergência para estado de calamidade e, desde julho, para estado de alerta, na generalidade do país, ditou alguma normalização do funcionamento do mercado de trabalho devido ao alívio das restrições à mobilidade das pessoas e à atividade das empresas e teve expressão nos resultados das estatísticas mensais de emprego e desemprego", indica o INE.

Desemprego "real" a tocar nos 16%

Além da taxa de desemprego oficial, o INE revela também o indicador de subutilização do trabalho que é uma medida mais abrangente do que a taxa de desemprego.

"A subutilização do trabalho é um indicador que inclui a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego", começa por explicar o gabinete de estatística.

"Este indicador é complementado pela taxa correspondente - a taxa de subutilização do trabalho - e permite aos utilizadores dispor de uma medida mais abrangente da subutilização do trabalho do que a medida mais restrita correspondente à taxa de desemprego oficial que obedece à definição da Organização Internacional do Trabalho (OIT)", refere no destaque divulgado nesta segunda-feira.

estimativa provisória da taxa de subutilização do trabalho de julho de 2020 foi 15,7%, tendo aumentado
0,2 p.p. em relação a junho de 2020, 2,3 p.p. relativamente a abril do mesmo ano e 2,8 p.p. por comparação com julho de 2019.

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