Prestações disparam 165% para jovens desempregados

Os apoios aos desempregados aumentaram 39% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado.

Mais de 13 mil jovens com menos de 24 anos estavam a receber prestações de desemprego no final do mês de julho. Trata-se de um aumento de 164,6% em relação ao mesmo mês do ano passado e representa a maior subida entre todos os escalões etários.

"Por idades e comparando com julho de 2019, continuam a registar-se acréscimos das prestações processadas em todos os grupos etários, sobressaindo os grupos mais jovens", refere a síntese mensal de informação Segurança Social divulgada ontem.

Até aos 24 anos, o número de apoios disparou 164,5% (13 384 pessoas), entre os 25 e os 34 anos 84%, entre os 35 e os 44 anos 43,3%, e entre os 45 e os 54 anos 30,2%.

A camada mais jovem continua a ser uma das mais fustigadas com o desemprego em termos relativos, apesar de se ter registado uma ligeira descida entre o mês de junho e julho (-0,3%) no grupo até aos 25 anos, de acordo com os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Os dados da Segurança Social mostram, por outro lado, uma estabilização mensal no número de jovens que estava a receber algum tipo de apoio no desemprego.

Aumentam apoios

Comparando com o mês de julho do ano passado, o número de prestações de desemprego aumentou 39,3%, atingindo 221 765, com destaque para o subsídio social de desemprego inicial. Neste grupo, o número de beneficiários atingiu os 10 894, o que corresponde a uma subida de 97,6% face ao mesmo mês de 2019.

O subsídio social de desemprego inicial é uma prestação atribuída a quem ficou desempregado, mas que já esgotou os critérios de acesso ao subsídio de desemprego.

Desagregando por tipo de prestação, o subsídio de desemprego registou um aumento de 45,4% em termos homólogos, mas uma ligeira redução de 0,3% em relação a junho, tendo abrangido mais de 192 mil pessoas.

Nestas contas não estão incluídas as prorrogações das prestações de desemprego, refere o Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Quanto a valores médios da prestação de desemprego, verificou-se em julho uma ligeira diminuição em comparação com o mês anterior. De acordo com os dados divulgados ontem, em média, os beneficiários de prestações de desemprego recebiam 502,46 euros, menos 2,16 euros do que em junho.

Recibos verdes e sócios-gerentes já podem pedir apoio

Até 6 de setembro, os trabalhadores independentes e os sócios-gerentes podem pedir o apoio extraordinário à redução da atividade económica referente ao mês de agosto. O formulário está disponível desde ontem no site da Segurança Social direta. Para tal, basta existir uma quebra de faturação de pelo menos 40% nas situações de quebra abrupta e acentuada da atividade, caindo o limite da faturação inferior a 80 mil euros.

Em setembro, será aberto um novo período de apresentação para pedidos de apoios relativos a meses anteriores.

Jornalista do Dinheiro Vivo

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