"Não há nenhuma questão política", diz Centeno sobre saída do Governo

Durante a audição, Mário Centeno indica que saída do governo não foi motivada por questão política ou "dificuldade em enfrentar problemas".

Tal como o PSD, também o CDS quis aprofundar a questão da saída de Mário Centeno do Ministério das Finanças. A resposta, em ambos os casos, fica marcada por um número: 1664, a quantidade de dias que Centeno esteve em funções nas Finanças.

Se Centeno prefere falar numa saída do governo por "desgaste" e fim de ciclo, o CDS refere que "o Banco de Portugal não é sítio ideal para se ir lanchar ou descansar", tendo em conta a responsabilidade do cargo.

"Não há nenhuma questão política, não há nenhuma dificuldade de enfrentar problemas. Foram 1664 dias à frente do Ministério das Finanças, sendo um valor muito raro na democracia portuguesa, acho que são números que falam por si", responde Mário Centeno, para logo recordar que "912 desses dias foram enquanto detentor de dois empregos", com a presidência do Eurogrupo.

Já em relação aos dois lugares por preencher na administração do Banco de Portugal (anteriormente ocupados por Hélder Rosalino e Elisa Ferreira), o CDS quis saber se estes dois lugares podem "estar à espera do novo governador" para serem preenchidos.

"Tente não ser demasiado interpretativa. Quer a saída de Elisa Ferreira como do doutor Hélder Rosalino corresponderam com períodos eleitorais", remata o candidato a governador da instituição.

A deputada mencionou ainda a proposta de legislação apresentada pelo PAN e PEV, que pede um "período de nojo" entre a saída de funções do governo e o assumir de cargos no Banco de Portugal. A legislação foi entretanto aprovada na generalidade. O CDS recordou que, caso esta proposta de lei tivesse sido aprovada na especialidade, Mário Centeno estaria numa situação de "incompatibilidade".

Leia mais em Dinheiro Vivo a sua marca de economia

Mais Notícias