Marcas reforçam equipas para o Natal, mas com cautela

Retalhistas não querem perder oportunidade de ouro para aumentar a faturação. Estão a contratar para apoio de loja e logística. Tudo ainda num ambiente de incerteza.

Sem demora, mas com pezinhos de lã, as grandes lojas começaram a preparar-se para o Natal. Os habituais processos de contratação de trabalhadores para dar resposta ao elevado movimento de clientes que esperam nesta época já arrancaram, embora a incerteza da evolução da pandemia tenha condicionado as ambições. E são muitas as expectativas, até porque os dois meses que antecedem as festas natalícias e de Ano Novo valem cerca de 30% da faturação anual destas empresas.

Os retalhistas "estão a contratar, mas não aos níveis da pré-pandemia, fruto da alteração dos hábitos das pessoas e por alguma incerteza" quanto à evolução da situação pandémica, diz Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

Ainda assim, Lobo Xavier acredita que este Natal irá permitir à grande distribuição, nomeadamente aos setores mais afetados pelas restrições, recuperar de longos meses de perda. Como sublinha, esta época "é essencial para o retalho especializado", e sobretudo imperioso para os setores da moda, brinquedos, cosmética, e outros, que "precisam de relançar a atividade". Segundo avança, os retalhistas estão animados com a frequência de clientes e estão a registar "faturações interessantes e, em alguns segmentos, como a eletrónica e o mobiliário, superiores a 2019".

"Estamos bastante confiantes com o que aí vem", sublinha. "Com o nível de vacinação da população portuguesa parece-nos que não vamos ter medidas parecidas como as que se estão a verificar em alguns países europeus, nem voltar ao passado". No entanto, o contexto ainda não permite ambicionar grandes voos. O objetivo é fechar o ano com uma faturação superior a 2020, ano em que no acumulado os associados da APED responderam por vendas de 23,3 mil milhões de euros, menos 1,7% face a 2019. Otimista, Gonçalo Lobo Xavier diz mesmo: "Neste ano, queremos voltar (ou subir) aos valores de 2019".

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