Varandas e os estádios sem público: "Os critérios da DGS não fazem sentido"

O presidente do Sporting avisa que "é impossível" a sobrevivência dos clubes se os estádios continuarem vazios devido à covid-19.

Frederico Varandas, presidente do Sporting, lançou um alerta relativamente à sobrevivência dos clubes se os estádios continuarem vazios por causa da pandemia de covid-19.

"É impossível a sobrevivência económica dos clubes caso esta medida seja mantida durante muito mais tempo", disse o líder leonino em entrevista à agência espanhola EFE, argumentando que "os critérios que a Direção Geral da Saúde está a aplicar em Portugal não fazem sentido".

"Hoje sabe-se que não há risco de transmissão a partir do décimo dia desde que o paciente dá positivo para a covid-19 e em Portugal o paciente tem que estar 14 dias isolados", argumentou Frederico Varandas, que também é médico. "Nunca se pode perder o critério científico, mas nesta altura ele está a perder-se, uma vez que os verdadeiros grupos de risco são os idosos e os que têm algumas patologias associadas", frisou.

O presidente do Conselho Diretivo do Sporting considerou "um absurdo" que "num mês em que serão disputadas em Portugal provas de MotoGP e de Fórmula 1, não possa haver público nos estádios, tal como acontece noutros espetáculos, como nas touradas".

Frederico Varandas considera que "não existe risco de transmissão" do vírus se as bancadas forem preenchidas com "entre 20 a 30% da sua capacidade", acrescentando que a ausência de público em Alvalade já provocou um prejuízo de cerca de 20 milhões de euros.

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