Sérgio Oliveira tira campeão das trevas

FC Porto bate (3-1) Portimonense com reviravolta ao ritmo de Sérgio (duas assistências e um golo). Golo de Beto causou muitos nervos ao campeão, de volta aos triunfos na Liga

O FC Porto foi Sérgio Oliveira mais dez. Ou menos uns quantos. Para se ter ideia, na bancada (por castigo após a expulsão no final da derrota em Paços de Ferreira), Conceição fez uma alteração logo à meia hora. Saiu Uribe e entrou Taremi, que viria a ser fundamental.

Com uma entrada muito suave, o campeão deu espaço e crença ao Portimonense que seria desta a oportunidade de conseguir os primeiros pontos na 21.ª visita ao FC Porto. Numa boa jogada, essa sensação ganhou consistência. Boa jogada de Déner, com Mofi a cruzar para Beto cabecear para o golo. Manafá sentiu o bafo do avançado da ex-equipa no pescoço.

O primeiro remate à baliza do Portimonense veio quase aos 40 minutos. Um disparo do homem-dragão, Sérgio Oliveira. Samuel conseguiu parar com dificuldade. Nos descontos, mais um canto e o médio cobrou para a cabeça de Mbemba. Golo e suspiros no Dragão.

O 1-1 foi logo desfeito no primeiro minuto da segunda parte. Assistência de Oliveira, Taremi (aí está) a estrear-se a marcar. E a festejar com a raiva de quem já procurava o sucesso há algumas semanas.

O 2-1 feriu demasiado o Portimonense, que ainda conseguiu chegar perto do empate (cabeceamento de Déner), mas ficou mais exposto emocionalmente, sabendo que a quinta derrota em sete jogos (apenas um triunfo e um empate) significavam cair para o último lugar, por troca com o rival Farense (foi a última equip a conseguir ganhar nesta Liga, precisamente este domingo, no regresso ao São Luís: 3-1 sobre o Boavista que há uma semana banalizou o Benfica).

Sérgio esteve perto do 3-1 na melhor jogada coletiva do FC Porto, com uma combinação de Taremi e Marega e passe deste para o médio rematar na cara de Samuel. O guarda-redes levou a melhor, encurtando o ângulo e parando o remate.

Sobre o final, finalmente, o golo de Sérgio Oliveira. O quarto jogo consecutivo com golos do MVP do FC Porto. O médio leva quatro golos e três assistências, uma influência de quase 50% nos 18 golos do campeão.

O FC Porto acaba por resolver um problema (após a derrota 3-2 em Paços de Ferreira), conseguindo pela segunda vez e cinco jogos a reviravolta para a vitória (tinha-o conseguido na 1.ª jornada frente ao Brga, também com um 3-1; mas perdeu com o Marítimo no Dragão, 2-3, e com o Paços, tendo empatado em Alvalade).

Ou seja, estagnou a gangrena da perda de pontos (são oito em 21 possíveis), mas voltou a mostrar porque é que tem a pior defesa nesta fase do campeonato desde 1971/72. Dez golos em sete jogos é muito pouco comum em qualquer FC Porto. Inclusive no de Sérgio Conceição.

O campeonato só regressa dentro de três semanas, depois da paragem para compromissos das seleções e de uma jornada de Taça de Portugal.

Para já, o FC Porto ultrapassou o Sp. Braga, que joga este domingo na Luz com o Benfica. E fica a seis pontos do líder Sporting.

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