Sucesso de uma equipa de rali também passa pelas mãos do cozinheiro

Todas as grandes equipas têm cozinheiros particulares, que preparam as refeições para pilotos e restantes elementos.

Não é apenas na estrada que se mede o sucesso das equipas e dos pilotos do Rali de Portugal, uma prova onde todos os detalhes contam, incluindo a alimentação.

Para isso, todas as grandes equipas presentes têm cozinheiros particulares, que diariamente confecionam centenas de refeições para alimentar pilotos, diretores, mecânicos, assistentes e até convidados.

Os almoços e jantares são preparados e servidos nas grandes estruturas que as marcas montam na zona de assistência, onde não faltam zonas reservadas às refeições, cozinhas completamente equipadas e até lugares para lavar a loiça.

A agência Lusa teve oportunidade de perceber junto de uma das equipas a logística deste complexo processo de cozinhar para tanta gente, percebendo a responsabilidade do chefe de cozinha e a forma como tudo é pensado ao detalhe.

"Já temos menus preparados para toda semana, é muito raro improvisar algo. No nosso caso, trazemos todos os produtos que precisamos de França, embora quando surgem algumas necessidades compramos localmente, sempre com muito controlo", explicou Wilfried Bonnet, chefe de cozinha da equipa Citroen.

Sendo uma marca francesa, e com a maior parte dos elementos do 'staff' a serem da mesma nacionalidade, as refeições preparadas seguem também por os parâmetros da gastronomia gaulesa, embora haja alguns requisitos especiais.

"Os pilotos não são muito esquisitos, comem de tudo, mas podem vir à cozinha pedir o que quiserem. A única coisa de diferente é para o [Esapekka] Lappi que come comida sem glúten", explicou o cozinheiro.

Wilfried Bonnet trabalha com a equipa da Citroen há dez anos, tempo suficiente para haver uma confiança com todo os elementos, que o tornam flexível a pedidos especiais.

"Normalmente toda a gente gosta do preparámos para as refeições, mas se quiserem, ou precisarem, de algo diferente, a porta da cozinha está sempre aberta para pedirem", confessou.

Apesar de assumir que preparar a alimentação de uma grande equipa de rali "é uma grande responsabilidade, onde nada pode falhar", Wilfried tem também algum tempo livre para ir conhecendo a gastronomia dos locais onde a caravana do rali passa ao longo do ano.

"Quando chegamos vamos sempre aos restaurantes, conhecer um pouco da comida local. Aqui em Portugal é obrigatório ir provar o bacalhau e o pastel de nata", disse, sorridente, o cozinheiro, que já as 10:00 arregaça as mangas para um dia que só acabará bem depois do jantar.

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