Jorge Jesus: "Golos sofridos? Este ano está a ser atípico"

O treinador do Benfica admitiu que está preocupado com o "anormal" número de golos sofridos pela sua equipa e explica esse facto ​​​com as várias mudanças que tem sido obrigado a fazer.

Jorge Jesus, treinador do Benfica, admitiu este sábado que esta época está a ser "atípica" no que diz respeito aos golos sofridos por uma equipa comandada por si. "As minhas equipas sofrem sempre poucos golos, mas este ano tem sido atípico porque estou sempre a mudar aquela linha", disse, lembrando que "os jogadores da última linha estão a trabalhar" com ele "há três meses e pouco".

"O André Almeida lesionou-se, saiu o Rúben Dias, o Grimaldo lesionou-se... Estou sempre a mudar e como não temos tempo para treinar, ela ainda não está afinada. E agora os jogadores vão para as seleções...", lamentou, admitindo que o trabalho esta a ser "mais teórico do prático". "As minhas ideias foram elogiadas na Europa, na minha primeira passagem pelo Benfica. Não é pela falta de qualidade dos jogador. São as várias mudanças e não poder trabalhar com eles na prática", reforçou.

Ainda sobre número elevado de golos marcados e sofridos, Jesus considera que isso significa que "o Benfica é uma equipa ofensivamente forte".

As qualidades e defeitos dos encarnados vão estar à prova este domingo, na Luz, frente ao Sporting de Braga, uma partida que o técnico benfiquista considera "um adversário forte" e "uma das boas equipas do futebol português, que joga pela vitória em qualquer jogo". Nesse sentido, está convencido que esta partida será "de alta intensidade e de risco para as duas equipas".

Esta é uma partida que se realiza três dias depois de as duas equipas terem jogado para a Liga Europa, algo que Jesus considera ser "um problema" para os dois conjuntos. "Este é um dos anos em que o Braga está mais perto dos grandes. Será difícil para ambos. O Benfica tem vindo a crescer e normalmente faz golos e isso dá-nos garantias e confiança para sairmos vencedores", assumiu.

Questionado sobre o facto de Everton Cebolinha ter revelado alguns problemas na ajuda defensiva, o treinador encarnado admitiu estar "preocupado como treinador", mas deixou uma certeza: "Não é um Benfica mais frágil a defender pela esquerda do que pela direita. Não tem a ver com o setor, mas sim com a movimentação defensiva da equipa e já passamos isso à equipa."

Sobre o regresso de Nico Gaitán ao Estádio da Luz, Jesus não poupou elogios ao jogador que descobriu no Boca Juniores. "É um produto criado pelo Benfica. Foi no meu ano e fomos buscá-lo à Argentina. Fomos ver um jogador que não era o Nico e o meu assistente falou-me nele. Comecei a ver os jogos dele e pedi ao presidente para o contratar. Teve uma passagem gloriosa no Benfica. Com bola no pé é um talento, já pensava primeiro que os outros e vai continuar a fazê-lo. Não sei em que condição física está, mas é um grande jogador."

O brasileiro Lucas Veríssimo, defesa-central do Santos que Jorge Jesus pretende para reforçar a equipa em janeiro está a ser cobiçado pelos sauditas do Al Nassr. O técnico admite que é um futebolista que está na sua "agenda desde o primeiro dia" e avisou que, quando há concorrentes da Arábia, "não há capacidade de resposta no que diz respeito a números".

Ainda assim, deixou uma convicção: "Se o Lucas olhar para a carreira desportiva, vem para o Benfica ou para a Europa. Se olhar para a carreira financeira, vai para a Arábia. Não tenho capacidades para interferir na decisão dele."

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