Sporting vence em cenário viral mas ficou com marcas para o dérbi

Leões chegaram ao intervalo a vencer o V. Setúbal por 2-0. Mas na segunda parte sofreram um golo e viram uma bola nos ferros antes de Bruno Fernandes descansar os adeptos. Coates viu amarelo e falha Benfica. Vietto lesionou-se e está em dúvida.

O Sporting venceu neste sábado no Bonfim por 3-1 um Vitória de Setúbal debilitado e composto maioritariamente por segundas linhas, na sequência da infeção viral que atingiu esta semana o plantel sadino e que deixou 12 futebolistas em casa de quarentena. Mas o que parecia um jogo de grau de dificuldade mínimo, dado o contexto e a vantagem de 0-2 dos leões ao intervalo, tornou-se complicado na segunda parte, com o golo dos sadinos e um grande susto com uma bola no poste antes de Bruno Fernandes descansar os adeptos nos descontos. Apesar do triunfo, o jogo deixou marcas: Vietto lesionou-se e está em dúvida para o jogo de sexta-feira com o Benfica e Coates é baixa certa no dérbi porque viu o quinto amarelo.

O jogo ficou marcado pela polémica durante a semana devido a uma infeção viral que afetou 80% dos jogadores do Vitória de Setúbal. Os sadinos quiseram adiar o jogo, mas o Sporting recusou, facto que impediu a Liga de agendar uma nova data. Esta questão motivou um novo desentendimento entre os presidentes dos dois clubes antes do jogo. O líder sadino voltou a questionar Frederico Varandas, saiu da tribuna, e quando voltou não se sentou ao lado do seu homólogo.

A questão do vírus levou mesmo a direção do Vitória a fixar neste sábado um aviso na zona dos balneários onde se podia ler: "Vírus, perigo de contágio. Aconselhado o uso de máscara". E os apanha-bolas estiveram em campo com máscaras, assim como vários adeptos nas bancadas.

Os sadinos foram a jogo sem 12 jogadores, que ficaram de quarentena em casa, e com apenas 16 futebolistas disponíveis (e não os 18 habituais). Em relação ao último jogo, apenas André Sousa, Éber Bessa, Zequinha e Carlinhos se mantiveram na equipa. E Leandro Vilela e Milton Raphael cumpriram o primeiro jogo como titulares.

No Sporting, a grande novidade foi a titularidade de Rodrigo Battaglia, jogador que contraiu uma grave lesão em novembro de 2018 e que esta temporada só tinha sido primeira opção uma vez - em setembro, diante do Famalicão. No lado esquerdo da defesa, perante a ausência de Acuña, o eleito foi Borja.

O jogo começou com dois factos estranhos. Luiz Phellype viu um cartão amarelo logo no primeiro minuto e logo quase a seguir entrou no relvado um... gato preto. Nas bancadas, os adeptos sadinos iam assobiando os jogadores do Sporting, uma forma de mostrarem o seu descontentamento pelo facto de os leões terem recusado adiar o jogo.

O Vitória entrou bem, com os jogadores a não mostrarem qualquer tipo de limitação, e a tentarem a sorte através de remates de meia distância, mas sem direção. Este domínio durou pouco e o primeiro lance de maior perigo foi dos leões, aos 14', num cruzamento tenso de Bolasie, que Milton Raphael defendeu de forma incompleta e depois André Sousa cortou para canto.

A resistência do V. Setúbal durou 27 minutos, quando Ristovski arrancou um centro da direita e o central sadino João Meira, na tentativa de fazer um corte, acabou por introduzir a bola na própria baliza. A partir daqui, o Sporting começou a dominar os acontecimentos. E aos 34' chegou ao segundo golo, numa grande penalidade convertida por Bruno Fernandes, a castigar uma falta de Pirri sobre o capitão leonino.

A segunda parte começou com um ritmo lento. O V. Setúbal dava mostras de algum cansaço, perante um Sporting que parecia conformado com o resultado. Até que aos 63', após uma perda de bola infantil de Mathieu, Carlinhos acreditou e atirou uma bomba de longe, reduzindo a desvantagem. Como um azar nunca vem só, Vietto lesionou-se lance e foi obrigado a sair, estando em dúvida a sua utilização no dérbi de sexta-feira com o Benfica.

Aos 72', nova contrariedade para o Sporting. Coates viu um cartão amarelo e vai assim ter de cumprir castigo no jogo com o Benfica, uma baixa de peso que deverá abrir as portas da titularidade no dérbi a Ilori. Dois minutos depois, os leões apanharam um enorme susto, com Hélder Guedes a cabecear e a atirar uma bola ao poste, no que seria o golo do empate. A equipa de Silas, estranhamente, punha-se a jeito. Quase de imediato, o treinador leonino fez duas trocas no ataque - saíram Luiz Phellype e Bolasie e entraram Pedro Mendes (estreia no campeonato) e Jesé. Já nos descontos, após assistência de Rafael Camacho, Bruno Fernandes fez o terceiro e descansou de vez os adeptos leoninos.

Veja aqui os golos

FICHA DO JOGO

Jogo no Estádio do Bonfim, em Setúbal.

Vitória de Setúbal-Sporting, 1-3.

Ao intervalo: 0-2.

Marcadores: 0-1, João Meira, 27 minutos (própria baliza); 0-2, Bruno Fernandes, 34 (grande penalidade); 1-2, Carlinhos, 63 e 1-3, Bruno Fernandes, 90+4.

Vitória de Setúbal: Milton Raphael, Mano, João Meira, Brino Pirri, André Sousa, Leandro Vilela (Mansilla, 77), Carlinhos, Zequinha, Éber Bessa, Mathiola (Leonardo Chão, 85) e Guedes.

Treinador: Julio Velázquez.

Sporting: Luís Maximiano, Ristovski, Coates, Mathieu, Borja, Battaglia, Bruno Fernandes, Wendel, Bolasie (Pedro Mendes, 76), Vietto (Rafael Camacho, 67) e Luiz Phellype.

Treinador: Silas.

Árbitro: Tiago Martins (AF Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Luiz Phellype (02), Leandro Vilela (26), Bruno Pirri (32), Coates (72), Rafael Camacho (81) e Éber Bessa (82).

Assistência: Cerca de 6.000 espetadores.

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