FC Porto ganha com um golo à Marega

Golo de Marega frente ao Santa Clara vale liderança ao FC Porto pelo menos até segunda-feira, quando o Benfica receber o Marítimo

Há um ano, a jornada 30 revelou-se decisiva para a definição do campeão. O FC Porto batia o Benfica na Luz (com um golo de Herrera, a 15 de abril) e saltava para a liderança com mais dois pontos. E já não saiu de lá: antes tinha ganho ao Aves, depois ganhou os quatro jogos finais e foi campeão. Este sábado também saltou para a frente, mas com um golo à Marega e com o rival a jogar apenas na segunda (recebe o Marítimo) e a poder recuperar o 1.º lugar.

Um golo à Marega, na Liga, significa vitória para o FC Porto. Foi assim nas 24 vezes em que o maliano fez o gosto ao pé (a contar com a temporada passada), foi assim frente ao Santa Clara. Futebol de fim de estação, um golo à Marega e três pontos, de novo a liderança, pelo menos até ao Benfica - Marítimo.

O campeão nacional tentou intimidar com uma entrada forte, mas desconcertada. O primeiro remate foi de Otávio, numa bela combinação com Brahimi. Marco estirou-se e defendeu. Mas Marega estava lá: golo, o 19.º da temporada.

Não foi propriamente um golo abre-latas, porque nem o Santa Clara jogava confinado à sua defesa, nem o FC Porto tinha o músculo competitivo de outros jogos. E foi-se vogando entre uma área e outra, mas sem ocasiões gritantes de golo. Marega voltou a ameaçar, houve bolas a rondar a baliza açoriana, mas nada que fizesse os açorianos atemorizarem-se.

Tanto assim foi que a equipa de João Henriques ia trocando a bola entre as linhas do FC Porto, tinha pegada para chegar à área contrária, mas salvo um ou outro susto (como quando Casillas se antecipou a Bruno Lamas), a vantagem portista parecia relativamente segura.

No entanto, no ar respirava-se a tensão natural provocada pela situação do campeão nacional, a correr atrás do Benfica. Na segunda parte, os dragões tentaram manter o registo contra-natura. Dominar com posse de bola e evitar bolsas de ar que o Santa Clara pudesse aproveitar para causar danos.

Mas isso acabou por acontecer. Um cruzamento tenso e bem colocado da direita deixou Schettine em boa posição na área. O avançado voou para a bola e Casillas foi Casillas: impecável. Salvou a equipa de uma contrariedade.

Foi uma espécie de canto do cisne da equipa açoriana. Sem meter o pé no acelerador, o FC Porto esteve perto de marcar duas vezes. Primeiro, Corona (saído do banco) atirou por cima em excelente posição para marcar - e depois de ser servido com excelência por Soares, com o peito. Mais tarde, Fernando Andrade quase marcou à antiga equipa (até janeiro, jogava no Santa Clara. Mas Marco disse que não e não. Fez uma defesa fantástica.

O jogo ainda teve mais uns fogachos, mas já estava mais numa fase de rescaldo do que de intervenção direta no curso das operações. O Santa Clara tentava sair com rapidez para o contra-ataque, mas Conceição foi fazendo substituições para gerir melhor os 30 metros intermédios (sobretudo com a entrada de Óliver).

Faltam quatro finais ao FC Porto: Rio Ave (fora), Aves (casa), Nacional (fora) e Sporting (casa) a fechar a Liga no fim-de-semana de 19 de maio. E aí se verá quem ganhou esta corrida gerida ao milésimo. Uma semana depois, os dragões voltam a defrontar os leões, mas aí já é para outra final. A da Taça de Portugal (25 de maio).

Figura

As caretas de esforço de Herrera no final tinham um duplo significado: as câmaras seguem os protagonistas e o médio e capitão do FC Porto foi talvez o jogador mais equilibrado no confronto com o Santa Clara. Defendeu com grande vigilância, atacou e empurrou a equipa para a frente.

Mas não colocar aqui o nome Marega seria uma tremenda injustiça. Teve um desempenho desequilibrado, mas marcou pela 24.ª vez na Liga pelo FC Porto (2017/2018 e 2018/2019). Dragão que ganha sempre que o maliano marca (e esta época já leva 19 golos, dez no campeonato).

Ficha

Estádio do Dragão, no Porto.

FC Porto 1-0 Santa Clara
Ao intervalo: 1-0.
Marcador:
1-0, Marega, 18'

FC Porto: Casillas, Manafá, Felipe, Militão, Alex Teles, Otávio (Fernando Andrade, 64), Danilo, Herrera, Brahimi (Corona, 61), Marega e Soares (Óliver Torres, 78).
(Suplentes: Vaná, Maxi Pereira, Mbemba, Óliver Torres, Corona, Fernando Andrade e Aboubakar).
Treinador: Sérgio Conceição.

Santa Clara: Marco, Patrick, Fábio Cardoso, César, João Lucas, Osama Rashid (Thiago Santana, 74), Kaio Pantaleão, Martin Chrien (Ukra, 63), Bruno Lamas, Zé Manuel (Pablo Lima, 82) e Guilherme Schettine.
(Suplentes: João Lopes, Ukra, Thiago Santana, Mamadu Candé, Lucas Marques, Malick Evouna e Pablo Lima).
Treinador: João Henriques.

Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Guilherme Schettine (75), Corona (83) e Fernando Andrade (90+2).

Assistência: 43.911 espetadores.

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