Espinho treina em más condições. "Por cada lamentação, 50 cêntimos num pote"

O treinador Rui Quinta, antigo adjunto de Vítor Pereira no FC Porto, mostrou esta segunda-feira o contexto em que trabalha no Fórum Nacional de Treinadores, em Portimão

Numa palestra bem-humorada e com recurso a vídeo, Rui Quinta, antigo adjunto de Vítor Pereira no FC Porto, mostrou esta segunda-feira as condições em que trabalha no Sp. Espinho, clube do Campeonato de Portugal que treina vários dias por semana num campo com dimensões muito reduzidas, pelado e muitas vezes enlameado e até encharcado. "Sem desculpas. Se alguém se lamentasse, teria de colocar 50 cêntimos num pote para melhorarmos as condições", contou.

Noutros vídeos, mostrou exercícios de lances de bola parada em que era visível a falta de luz. "Os nossos guarda-redes evoluíram imenso. Não iam lá só com a visão, também já iam com o som", afirmou, também em jeito de brincadeira.

Numa palestra com o tema "A construção de uma ideia de jogo", enunciou os seus princípios preferidos em cada momento do jogo, utilizando o humor para falar do que é um modelo à sua medida. "Quando chegámos ao FC Porto para trabalhar com o Vítor Pereira, ninguém nos conhecia, vínhamos da II Divisão. Foram buscar um fato à arrecadação que não fosse muito mau. Depois fomos campeões e na segunda época já tive direito a alfaiate. Até disfarçava a minha marreca. Era um fato à medida", brincou.

Atribuindo grande peso das decisões aos jogadores, que "veem coisas lá dentro" que os treinadores não conseguem, recordou um episódio com João Moutinho no FC Porto. "Passas a bola para ali. 'Para ali mister? Vou metê-la mas é do outro lado que aparecem dois gajos isolados'. Os jogadores veem coisas que nós não vemos. Eu antes também achava que era tudo obra dos treinadores", revelou.

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