Livramento ao serviço da seleçao nacional no Mundial de 1974 disputado em Lisboa (jogo contra a Argentina).
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Hóquei em patins

Deus perdoa, Livramento não: o mestre inatingível partiu há 20 anos

Considerado um dos melhores jogadores do mundo, colecionou troféus como atleta e treinador. António Ramalhete, Luís Sénica e Nuno Resende recordam histórias do jogador que foi também uma superstar e que morreu aos 56 anos vítima de um AVC.

Há 40 anos, na pequena cidade de Lodi (40 quilómetros a sudeste de Milão), ficou instituído um ritual em torno de António Livramento, que morreu aos 56 anos faz esta sexta-feira duas décadas. Durante uma época (1978-1979), o "mestre" do hóquei em patins mundial representou o Amatori local e os adeptos tinham criado uma tarja que já fazia parte das bancadas. "Deus perdoa. Livramento, não." Hoje, ainda há italianos que quando vêm a Lisboa se deslocam ao cemitério de Benfica para homenagear o inatingível, que é homenageado pela Federação Portuguesa de Patinagem. Grandes jogadores, Portugal já viu e vê jogar muitos. Mas só um foi Livramento. Entre vários títulos, conquistou três Mundiais e sete Europeus como jogador. E como selecionador venceu dois Campeonatos do Mundo e três da Europa.

António José Parreira Livramento (São Manços/Évora, 28 de fevereiro de 1943 - Lisboa, 7 de junho de 1999) foi mais do que um virtuoso bailarino implacável dos rinques de hóquei. Foi um desportista talentoso. Craque no pingue-pongue, queria ser estrela de futebol no Benfica, mas o inestimável dirigente Torcato Ferreira desviou-o para a arte da patinagem com balizas. Mais tarde, 40 anos mais tarde, quando um acidente vascular cerebral (AVC) derrubou o eterno número 4, um dos melhores amigos dentro e fora do campo, António Ramalhete, resumiu-o: "Livramento é hóquei."

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