Champions. Um oceano de 1500 milhões de euros separa Manchester City do FC Porto

Os dragões estreiam-se esta quarta-feira (20.00) na Liga dos Campeões 2020-21 com uma visita a um dos novos-ricos do futebol mundial, que desde 2008 investiu mais de dois mil milhões de euros em reforços.

O FC Porto estreia-se esta quarta-feira (20.00 horas) na Liga dos Campeões 2020-21 com uma visita a casa do Manchester City, uma das equipas mais poderosas da competição que desde 2008, quando foi adquirido pelo Abu Dhabi United Group, definiu como um dos objetivos prioritários conquistar o título europeu. Foram 12 épocas, nas quais o melhor que conseguiu foi umas meias-finais em 2015-16, embora a nível interno tenha ganho quatro títulos da Premier League.

O Manchester City é um dos novos-ricos do futebol mundial que, desde que caiu em mãos árabes, gastou nada mais nada menos que 2002,2 milhões de euros na contratação de jogadores. A diferença para o FC Porto é autenticamente abissal, uma vez que o clube português gastou no mesmo período 473,7 milhões de euros. Ou seja, há um enorme oceano de 1529 milhões de euros a separar o investimento dos dois clubes nas últimas 12 épocas.

O nível de investimento das duas equipas para esta época é incomparável, até porque os dragões estão sob alçada do fair-play financeiro da UEFA, o que obrigou a que não tivesse a possibilidade de fazer grandes investimentos, que se limitaram a 11,5 milhões de euros, ao passo que o Manchester City atingiu só no último mercado de transferências qualquer coisa mais de 163 milhões de euros, sendo as contratações mais caras os dois defesas: Rúben Dias (68 milhões) e o holandês Nathan Aké (45,3).

Jogadores do City valem 4,2 vezes mais que os dragões

Se analisarmos os dados fornecidos pelo Transfermarkt, site especializado em avaliação de futebolistas, chegamos à conclusão que o plantel do Manchester City é 4,2 vezes mais valioso que o do FC Porto. A equipa de Pep Guardiola está avaliada em quase 1080 milhões de euros, enquanto o conjunto dos jogadores portistas para esta época ascende a 251 milhões de euros.

O extremo inglês Raheem Sterling será o mais valioso em campo esta noite no Estádio Etihad, totalizando 128 milhões de euros, formando com Kevin de Bruyne (120) os dois jogadores acima dos três dígitos. Aliás, refira-se que 20 jogadores dos citizens estão avaliados acima dos 20 milhões de euros, uma barreira que apenas Jesús Corona (30), Felipe Anderson (25) e Marega (20) atingem.

Abaixo da centena de milhões de euros, destaca-se Bernardo Silva que deverá ser o terceiro mais valioso em campo nesta noite (80 milhões), sendo que apenas seis futebolistas estão avaliados abaixo da casa das dezenas de milhões, a maioria dos quais jovens, sendo que apenas um dos habituais utilizados por Guardiola surge neste lote. Trata-se do médio Fernandinho que, aos 35 anos, tem um valor de quatro milhões de euros.

No plantel de Sérgio Conceição, além de Corona, Anderson e Marega, apenas mais seis jogadores estão cotados acima dos 10 milhões de euros: Otávio (18), Malang Sarr (16), Grujic (15,5), Luis Díaz (13), Nakajima (12) e Taremi (10).

Dragões nunca venceram em Inglaterra

Apesar da diferença de milhões que separa as duas equipas, o FC Porto entra esta quarta-feira em campo com o objetivo de conquistar a primeira vitória em solo inglês para as competições da UEFA. Até ao momento, nos 20 jogos que os dragões disputaram em Inglaterra, o melhor que conseguiram foram três empates, dois dos quais precisamente em Manchester, mas frente ao United, sendo que o primeiro foi por 1-1, em 2004, na caminhada para a conquista da Champions sob o comando de José Mourinho.

Em 2009, o FC Porto alcançou um 2-2 em Old Trafford, que se revelou insuficiente para o apuramento nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, enquanto em 2018, em Anfield, o 0-0 com o Liverpool foi o mal menor depois de goleada (0-5) sofrida em casa nos oitavos-de-final.

A equipa de Sérgio Conceição tem agora mais uma oportunidade de, 51 anos depois do primeiro jogo em Inglaterra (derrota 0-1 com o Newcastle para a Taça UEFA), conseguir o primeiro triunfo, mas para isso será preciso uma defesa forte e um ataque eficaz, bem melhor, portanto, do que aquilo que dizem as estatísticas. Afinal, os dragões apenas marcaram dez golos e sofreram 51 nas 20 partidas que realizaram em terras de Sua Majestade.

Na conferência de imprensa de antevisão à partida, Sérgio Conceição fez questão de deixar clara a sua ambição de acabar com este cinclo negativo do FC Porto. "A minha vontade é acabar com esse jejum. Queremos contrariar essa estatística tão negativa, mas cada jogo tem a sua vida própria e não tem nada a ver com o passado", afirmou.

Agüero, o único resistente do duelo de 2012

A partida desta noite será a terceira entre Manchester City e FC Porto na história das competições da UEFA. Os dois clubes enfrentaram-se nos 16 avos-de-final da Liga Europa de 2011-12, tendo os ingleses seguido em frente graças a dois triunfos, por 4-0 no Ethiad, com golos de Agüero, Dzeko, David Silva e David Pizzarro, e por 2-1 no Estádio do Dragão, com Silvestre Varela a abrir o marcador para a equipa então treinada por Vítor Pereira, tendo um autogolo de Álvaro Pereira e Agüero dado o triunfo aos citizens, que na altura tinham Roberto Mancini como treinador.

Dessa eliminatória, o único jogador que se mantém nas duas equipas é o goleador Sergio Agüero, que deverá voltar a ser titular na partida desta quarta-feira.

O argentino de 32 anos está a iniciar a 10.ª temporada ao serviço do Manchester City, clube do qual é uma referência, uma vez que contabiliza 254 golos marcados nos 371 jogos que realizou pelo emblema inglês. Aliás, Agüero é o melhor marcador da história do clube e o sétimo com mais jogos pelos citizens.

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