Campeão escorrega no fim e empata em Alvalade

Uma primeira parte animada, com reviravolta do FC Porto, parecia ter fechado o resultado em 1-2. Escorregadela no final permitiu ao Sporting chegar ao empate (2-2)

O primeiro clássico acabou empatado, num resultado que se justifica pelo grande número de erros das duas equipas. O campeão errou menos, mas escorregou no fim (88"), permitindo que o Sporting empatasse. E o FC Porto soma dois jogos sem ganhar na I Liga, após a derrota em casa frente ao Marítimo (2-3).

O jogo valeu pela primeira parte. O FC Porto entrou com intensidade e criou vários problemas à defesa do Sporting, que ainda não tinha sofrido golos na Liga. Mas não por ser inultrapassável, como se viu neste jogo.

Zaidu, que substituiu um dos melhores jogadores do FC Porto nos últimos anos (Alex Telles, saiu para o Manchester United), foi uma das armas preferenciais do campeão para castigar o leão. As combinações com Díaz na esquerda desequilibraram a equipa de Ruben Amorim, mas até foi a equipa da casa a chegar ao golo primeiro.

Apesar do enorme susto no primeiro minuto (bola parada de Sérgio Oliveira, na esquerda, e Adán a fazer uma grande defesa a evitar o golo), os leões chegaram à vantagem. Marchesín negou o golo a Matheus Nunes e cedeu canto. O Sporting recuperou a bola, surgiu o cruzamento de Pedro Gonçalves na direita e Manafá deixou Nuno Santos rematar sem oposição. A bola saiu forte, mas Marchesín deixou-a entrar junto ao primeiro poste.

O FC Porto começou a carregar, com intensidade na recuperação da bola e com a perícia de Díaz e Corona a desfazer a unidade da defesa baixa dos leões. Corona teve um momento de génio aos 13', mas o remate saiu disparado para a cabeça de Uribe - e daí para a bancada.

Aos 22", Díaz foi tirando adversários da frente, dentro da área, mas não conseguiu meter a bola em Marega porque Adán meteu o pé e intercetou o passe. Sentia-se o odor a pânico na defensiva leonina.

E, logo a seguir, Zaidu arrancou mais um cruzamento bem medido, Uribe antecipou-se e sem oposição atirou com o pé esquerdo para o golo.

Com o jogo na mão, sentia-se que o FC Porto de explosão podia fazer mossa no adversário. Mas os erros de posicionamento dos médios portistas permitiram dois lances que os leões podiam ter capitalizado. Mas Pedro Gonçalves (38" e 44") perdeu os duelos com Marchesín.

Os descontos da primeira parte foram o período mais emocionante do jogo. No primeiro minuto, chegou a reviravolta do campeão. O génio de Corona permitiu-lhe aproveitar o esforço de Díaz, na área, e tirar dois adversários para bater Adán com subtileza.

Logo a seguir, lá ia Pedro Gonçalves lançado, novamente. Mas, desta vez, Zaidu colou-se ao adversário e atrapalhou-o no frente-a-frente com Marchesín. O árbitro assinalou penálti, por alegado empurrão do lateral, e mostrou o segundo cartão amarelo a Zaidu. Largos minutos depois, após consulta ao ecrã no relvado, Luís Godinho reverteu (e bem) as decisões. Nem penálti e, consequentemente, nem segundo amarelo.

E a emoção quase que acabava aí. Na segunda parte, o FC Porto surgiu mais sólido e a cometer poucos erros, obrigando o Sporting a ter bola, mas sem progressão. Ou seja, deu a bola ao adversário para o controlar no espaço.

O Sporting ainda teve dois ou três remates, de fora da área, mas sem acertarem na baliza de Marchesín. Aliás, até aos minutos finais, só um remate encontrou a baliza. E foi Sérgio Oliveira que o conseguiu, numa bola parada, mas sem perigo para Adán, que fez uma defesa fácil.

Quando parecia altamente improvável que o Sporting furasse a coesão portista, Felipe Anderson mostrou que ainda não conhece a casa. Num lance sobre a linha lateral, o brasileiro posicionou-se mal e permitiu que Tiago Tomás rompesse na área e servisse Sporar. Num lance entre jogadores lançados na segunda parte, o ponta-de-lança rematou para uma bela defesa de Marchesín; a bola sobrou para a frente da baliza e Vietto atirou para o empate.

O Sporting teve um lance semelhante pouco depois, o FC Porto apenas reagiu num remate de longe de Taremi, mas o resultado estava feito.

O clássico acabou empatado, com um futebol mediano, muitos erros dos dois lados e a demonstrar que há muito trabalho para Ruben Amorim e Sérgio Conceição fazerem. Mas também muito potencial.

As duas equipas seguem com sete pontos, tal como o Santa Clara (joga este domingo em Paços de Ferreira), a dois do líder Benfica. Mas o Sporting ainda vai fazer o jogo da 1.ª jornada a 28 de outubro, quando receber o Gil Vicente.

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