Benfica 2-0 Moreirense. Falhar muito e ganhar por poucos

Uma dezena de golos cantados e só dois festejados chegaram ao Benfica para ganhar e não sofrer. Moreirense foi abalroado, mas saiu inteiro da Luz

Duas mãos cheias de oportunidades de golo foram insuficientes para o Benfica ter tido uma noite de euforia na Luz. O Benfica ganhou mas falhou, falhou muito e ganhou por poucos (2-0, com Seferovic a fazer o segundo aos 80", depois de Rúbens Dias ter aberto as contas). Rematou bem menos do que há uma semana em Famalicão (onde goleou por 5-1), mas na prática conseguiu os mesmos três pontos.

Ao intervalo, a equipa de Jorge Jesus tinha feito 18 remates. Metade deles podem catalogar-se como "oportunidades de golo". Mas as defesas de Pasinato num par de vezes e Darwin, Everton, Rafa, Pizzi, enfim, quase todos os jogadores do Benfica, não conseguiram fazer o que só Rúben Dias conseguiu.

O golo. De cabeça após um canto de Everton, um golo de Rúben Dias que entrou de braçadeira (para se despedir do clube?). Nada mal como última impressão antes da alegada saída para o Manchester United. A ver se se confirma.

Na segunda parte, os raides do Moreirense continuaram a ser esporádicos, mas até menos perigosos - antes do intervalo, Lucas quase marcou. Valeu Vlachodimos a desviar uma bola refletida numa defesa do Benfica após o remate do avançado do Moreirense.

O Benfica estava mais lento, mas com fome, ainda assim. Ou vontade de comer. Mas ia furando a defesa da equipa minhota, colocava Waldschmidt, Everton, Rafa, um batalhão de jogadores de alto quilate, na cara de Pasinato. Mas nada.

Seferovic entrou e aproveitou mais uma boa jogada de Darwin - rompeu, passou pelos adversários e serviu Seferovic para o suíço encostar para as redes. Finalmente, um golo. Outro golo.

Depois ainda houve uma bola de André Almeida na barra, mais um ou outro falhanço, mas o resultado ficou em 2-0. O melhor para o Benfica foi ter tido sempre o controlo do jogo e dos eventuais saques dos rápidos e habilidosos jogadores do Moreirense em contra-ataque. Ou seja, não sofrer golos. Foram dois no primeiro, um no segundo e zero ao terceiro.

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