Os extraterrestres existem e um veste a pele de um português (Veja os golos )

A Juventus foi a Camp Nou vencer o Barcelona (3-0). Há dois anos e meio que o português e o argentino não se encontravam em campo. No jogo da primeira mão, em Turim, o capitão da seleção não jogou por estar infetado com covid-19.

Dois anos e meio depois Cristiano Ronaldo e Lionel Messi voltaram a encontrar-se em campo. E desta vez o português da Juventus levou a melhor num jogo que sorriu aos italianos. O capitão da seleção nacional marcou dois golos de grande penalidade no triunfo da equipa de Turim em Camp Nou (3-0), que roubou a liderança do grupo aos catalães.

Desde que o sorteio ditou que Barcelona e Juventus iam ficar no mesmo grupo, que o mundo do futebol esperava pelo reencontro, mas ele só aconteceu esta terça-feira, na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. No jogo da primeira mão em Turim, Ronaldo não jogou por estar infetado com covid-19 e a Juventus perdeu por 2-0.

Desde maio de 2018 que não se viam os dois melhores do Mundo no mesmo relvado. Eles deram o exemplo. Começaram o jogo com um abraço. Depois foi cada um para seu lado, num jogo onde Buffon (43 anos) da Juventus fez história e Trincão (Barcelona) foi a grande novidade catalã.

Ronaldo abriu o marcador de grande penalidade (que ele próprio sofreu) aos 13 minutos. Depois, aos 20, Weston McKennie ampliou a vantagem com um belo pontapé em rosca e aos 52 o português fez o segundo da conta pessoal e o terceiro da Juventus, também na marca dos 11 metros. E assim o capitão da seleção nacional conseguiu o 11.º triunfo frente a Messi - no histórico de duelos, o argentino leva vantagem, com 16 vitórias, 11 derrotas e nove empates.

Coesão, eficácia e Ronaldo. Esses foram as bases do triunfo da Juve, que conseguiu colocar a nu os problemas de um Barcelona em notória crise e sem os rasgos de génio habituais de Messi. O argentino esteve algo apagado tirando quando obrigou Buffon a mostrar que o talento não tem prazo de validade, e viu o português sobressair. Além de ter ganho um penálti e concretizado dois, CR7 fez um assombroso jogo sem bola, mostrando enorme espírito de sacrifício e ajudando defensivamente.

Uma exibição do outro mundo que confirma a teoria de Haim Eshed, trabalhou durante 30 anos na segurança aeroespacial israelita, e que garante que os extraterrestres existem, mas a Humanidade não está preparada para o reconhecer. Esta noite, em Camp Nou, estiveram frente a frente os dois alienígenas do futebol mundial e um, o que veste a pele de um português nascido na Madeira, levou a melhor.

"Como partilhamos o mesmo palco há uns 12, 13 ou 14 anos, já nem sei, é normal. Sempre me dei bem com ele. A rivalidade é o que a imprensa tenta fazer, mas é normal. Simplesmente ele sempre tentou o melhor pelo Barcelona e eu pelo Manchester, Real Madrid e agora Juventus. Sempre foram as melhores batalhas, mas hoje levei a melhor", disse o jogador da Juve no final do jogo, admitindo que Camp Nou fica mais bonito com adeptos, mesmo que sejam 90 mil contra ele e a favor do argentino.

Até quando teremos Cristiano Ronaldo ao mais alto nível? "Eu vivo o futebol no momento, o presente é o mais importante. Estou a fazer golos, vai ser um ano muito difícil, ainda por cima é ano de Europeu. Tenho de ter a inteligência para fazer uma boa gestão [física]. Tenho-me preparado bastante bem e por isso é que os resultados estão a aparecer. Tenho de continuar neste caminho", respondeu CR7.

VEJA OS GOLOS

3-0 GOLO DA JUVENTUS. Marcou Ronaldo de grande penalidade

2-0 GOLO DA JUVENTUS. Marcou McKennie

1-0 GOLO DA JUVENTUS. Marcou Ronaldo de grande penalidade

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