As confissões de Tiger Woods. Golfe, traições, mentiras, sexo e divórcio milionário

Os altos e baixos de um dos melhores golfistas de todos os tempos na primeira pessoa, com destaque para um divórcio que custou 300 milhões de euros.

A vida de Tiger Woods dava um filme. Matéria não falta para um guião de luxo, com mais de 15 anos de escândalos a atrapalhar uma carreira de sucesso, daquele que é para muitos o maior jogador de golfe de todos os tempos.

Tudo ia bem no reino de Tiger até à noite do Dia de Ação de Graças de 2002, em que, supostamente, teve um acidente de carro à porta de casa, que o levou às urgências do hospital com um ferimento na cabeça. Demorou pouco até passar a ser caso de polícia, com a imprensa norte-americana a revelar que o ferimento havia sido provocado intencionalmente pela mulher Elin Nordegre. No decorrer de uma discussão sobre as alegadas infidelidades, Woods foi obrigado a fugir das agressões da modelo sueca, que acabou por destruir o veículo com um taco de golfe e acertar no marido.

As infidelidade do golfista viraram novela nacional. Ao todo, o atleta terá traído a mulher com 121 outras mulheres durante o casamento. "Quero dizer que lamento profundamente o meu comportamento irresponsável e egoísta. Fui infiel, tive aventuras fora do casamento e sou a única pessoa responsável por tudo. Só pensei em mim, quebrei os limites do meu casamento, pensava que por ter trabalhado tanto na vida que merecia desfrutar de todas as tentações que me rodeavam. Após uma profunda reflexão, decidi aposentar-me do golfe por um período indeterminado. Eu tenho que me concentrar em ser um melhor marido, um melhor pai e uma melhor pessoa", confessou o jogador de golfe que foi mesmo internado durante seis semanas numa clínica de reabilitação, para se tratar do vício sexual.

A separação de Elin custou ao bilionário, "apenas" 300 milhões de euros, como recorda a edição desta segunda-feira (27 de abril) do diário desportivo espanhol Marca.

Seguiram-se anos de escândalos e longe dos greens. O regresso ao golfe aconteceu em 2013, mas as lesões nas costas começaram a atormentá-lo. "Nunca imaginei que voltaria a jogar golfe, só pensava como me livraria das dores. Como poderia viver a minha vida novamente. Aquilo estava a tomar conta da minha vida", disse admitindo que tinha estagnado.

Até que em 2017, as dores nas costas não passavam, e como resultado decidiu automedicar-se, o que lhe custou uma ida para a prisão, por ter sido encontrado a dormir ao volante de um carro sobre o efeito de calmantes." O álcool não teve nada a ver com o incidente. Foi uma reação ao medicamento. Eu não sabia que a mistura de medicamentos ia afetar-me tanto", afirmou Woods que se declarou culpado, pagou uma multa e ainda concordou em cumprir serviço comunitário durante 50 horas.

O incidente serviu para o golfista se concentrar de novo nas tacadas. Em 2018 voltou a vencer um torneio e chorou de emoção. Já em 2019 o sucesso voltou a sorrir a Tiger ao conquistar o seu quinto casaco verde em Augusta.

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