Ângelo Girão: "Somos amigos há muitos anos e isso refletiu-se dentro da pista"

Portugal conquistou o título mundial de hóquei em patins este domingo, ao vencer a Argentina, por 2-1, nas grandes penalidades.

Renato Garrido (Treinador de Portugal): "Os jogadores são os grandes obreiros de tudo isto que se conseguiu. Nós tentámos transmitir-lhes organização e capacidade de sacrifício, agora eles demonstraram caráter, alma e o desejo de dignificar Portugal. Eles foram uns valentes, durante este tempo todo, em que tiveram de se superar e hoje foi um jogo de um desgaste brutal".

Ângelo Girão (guarda-redes de Portugal): "Acho que o sucesso passou pela equipa e pela maneira como nós jogámos. Não jogámos nos mesmos clubes, mas somos amigos há muitos anos e isso refletiu-se dentro da pista. Tivemos um espírito imenso, lutámos muito, estávamos cansados e a Argentina é uma equipa brilhante. Nós sabíamos que tínhamos de passar por momentos de aflição para ganhar este mundial. Foi nos penáltis, mas foi um triunfo merecido".

João Rodrigues (capitão da seleção de Portugal): "Ainda não tenho palavras para descrever o que acabámos de construir, com um grupo de homens notáveis. Conseguimos um feito épico, tivemos um super-Girão que nos foi deixando no jogo e o resto da equipa também ajudou. Acho que ficamos na história, dado este ter sido, talvez, o trajeto mais difícil de um Mundial, com Portugal a defrontar a Itália e a Espanha e logo no Palau Blaugrana. Isso faz com que este grupo fique na história. Cumprimos um sonho e já podemos morrer felizes. Sempre que entrar no Palau Blaugrana vou emocionar-me e chorar. Para colmatar a ausência do Jorge Silva [castigado com um jogo de suspensão por ter visto três cartões azuis] cada jogador deu um pouco mais para compensar. Foi uma vitória de um grupo fantástico e muito unido".

Luís Sénica (presidente da Federação de Patinagem de Portugal): "Não tinha dúvidas que [Renato Garrido] era a escolha certa para nós, do ponto de vista da relação, da visão e do pensamento de jogo. Não tinha dúvidas. Não necessitaria desta vitoria para confirmar a qualidade e excelência desta equipa técnica, que ficou agora validada e carimbada para os que podiam desconfiar desta escolha. Sinto tranquilidade em relação ao futuro. Portugal em 2016 recuperou o título europeu e eu no final da partida, feliz e emocionado como estou hoje, disse que o céu era o limite para esta geração e Portugal estaria próximo de vencer mais vezes. Nas últimas quatro finais estivemos cá, e isso confirma o que eu disse. Não era uma profecia, mas a classe e excelência deste grupo de atletas. Portugal foi muito competente, muito forte, até no momento das grandes penalidades".

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