Fernando Correia desafia Marta Soares a entrar com novo pedido de AG

Porta-voz do presidente do Sporting esclareceu esta segunda-feira algumas propostas de alteração de estatutos que o Conselho Diretivo quer levar à Assembleia de dia 17

Fernando Correia desafiou esta segunda-feira Jaime Marta Soares a dar entrada com um novo pedido de Assembleia Geral destitutiva, com o número necessário de assinaturas, garantindo que "os serviços do Sporting estão preparados para receber quaisquer pedidos de associados" para a marcação de uma reunião magna dessa natureza.

"Cabe aos sócios, e só aos sócios, a marcação de uma AG destitutiva que, se cumprir os estatutos, será agendada".

"O sócio Jaime Marta Soares pode fazê-lo de imediato. E, conforme já referido, reiteramos que o primeiro proponente desse pedido pode acompanhar todo o processo de validação de assinaturas e de todos os preceitos legais estatutários necessários", acrescentou o porta-voz do presidente leonino Bruno de Carvalho, numa nota lida à comunicação social esta tarde, no auditório Artur Agostinho, em Alvalade.

Se isso acontecer, o Sporting compromete-se a realizar essa AG destitutiva "num prazo não superior a dez dias, assegurando todas as condições de segurança", informou o antigo jornalista, aludindo à reunião magna convocada para dia 23 de junho pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral eleito nas últimas eleições.

Fernando Correia esclareceu ainda as propostas de alteração dos estatutos que o Conselho Diretivo quer levar a aprovação dos sócios na Assembleia Geral convocada pelo próprio CD, esta agendada para dia 17 de junho, e garantiu que o Conselho Diretivo "não quer impor nada a ninguém", realçando "a soberania" das decisões dos sócios.

O porta-voz da direção de Bruno de Carvalho disse que a alínea que prevê a substituição de elementos demissionários do Conselho Diretivo por sócios escolhidos pelo presidente se justifica pela "necessidade de paz".

"Não estamos a propor nada de novo. Essa possibilidade esteve consagrada nos estatutos até 2013 e foi utilizada várias vezes por diversas direções. Foi este CD que propôs a retirada desse artigo dos estatutos. Mas, quando o fez, não pensámos que pudessem ocorrer demissões no CD por motivos de pressões ilegítimas, calúnias, difamações, ameaças, chantagens, ofertas de dinheiro e emprego e outras similares. Isso coloca o CD numa posição de constante sobressalto. Não é aceitável gerir o clube sob este clima de instabilidade clara. Dar a possibilidade de substituir elementos demissionários dá-nos a paz necessária para continuarmos neste caminho. Mas, frisamos, a vontade dos sócios é e será sempre soberana. Os mesmos decidirão se querem ou não esta alteração", acrescentou o porta-voz.

Em relação à legalidade da Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral, Fernando Correia defendeu-a com "os termos gerais do direito" aplicáveis neste caso, decorrente de uma lacuna nos estatutos, e apontou "jurisprudência" já existente para justificar que cabe ao Conselho Diretivo proceder à marcação de Assembleias Gerais, dando o exemplo de um parecer de autoria de Menezes Cordeiro apresentado em 2013 pela direção de Godinho Lopes.

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