Sp. Braga marca encontro com Rúben Amorim na final da Taça da Liga

Encarnados perderam com o detentor do troféu (2-1) e falham assim a final da Taça da Liga. Tormena foi o autor do golo da vitória dos minhotos, que no sábado jogam com o Sporting.

Um surto de covid-19 no Benfica (tem 19 infetados no plantel principal) chegou a colocar o encontro desta noite com o Sp. Braga em risco, mas os encarnados decidiram ir a jogo e com a ambição de vencer, lembrando as sete conquistas anteriores. Em campo a equipa de Jorge Jesus perdeu com a de Carlos Carvalhal (2-1).

É 11.ª final da história dos guerreiros - uma Liga Europa, quatro Taça da Liga (dois títulos) e cinco Taça de Portugal (dois títulos) - que assim repetem a presença na final do troféu, que ganharam na época passada sob o comando de Rúben Amorim, agora no Sporting, o adversário de sábado. Sporting e Sp. Braga vão jogar uma final da Taça da Liga inédita à procura do terceiro troféu em 14 anos.

Com sete jogadores infetados era de esperar um onze muito alternativo por parte de Jorge Jesus. O treinador das águias fez seis mudanças na equipa titular em relação ao clássico. Manteve a aposta em Helton Leite na baliza e juntou Todibo a Jardel no coração da defesa. As laterais ficaram entregues a João Ferreira e Cervi e as alas a Pizzi e Rafa. Na frente a dupla Darwin-Seferovic.

Do outro lado Carvalhal tinha avisado que Paulinho estava em dúvida e não era bluff. O avançado começou a partida no banco, com Abel Ruiz a manter a titularidade. Na defesa uma a ausência inesperada de Bruno Viana deu lugar a Tormena entre nas escolhas iniciais - o central seria o herói do jogo ao marcar o golo que colocou a equipa na final da prova.

Os guerreiros foram os primeiros a revelar as intenções. Depois de um aviso de Ricardo Horta logo no primeiro minuto de jogo - defesa atenta de Helton Leite - Abel Ruíz fez o 1-0, com um desvio subtil do avançado ex-Barcelona a um cruzamento de Horta aos 29 minutos.

O Benfica dava sinais de ligeira superioridade, mas foi o Sp. Braga que melhor aproveitou um lance flagrante para se colocar na frente do marcador. O jogo podia ter tomado um rumo diferente logo depois, mas Fransérgio falhou o 2-0 e permitiu que os encarnados ameaçassem cada vez mais a baliza de Matheus.

Darwin respondia como podia. Muito ativo na área o uruguaio fez um aviso antes de acertar no poste e falhar o empate. Na sequência desse lance Seferovic atirou forte, mas o guarda-redes minhoto brilhou e voltou a impedir o empate. Mas como não há duas em três, o Benfica iria chegar ao golo na marca dos 11 metros. David Carmo empurrou Darwin dentro da área e Fábio Veríssimo aponta para a marca de grande penalidade. O VAR validou e Pizzi não falhou.

Barra inimiga de Fransérgio, golo de Tormena e o VAR

Os três minutos frenéticos dos encarnados no fim da primeira parte deram o mote para a segunda parte. Mal a bola rolou a equipa de Jesus criou perigo. Pizzi obrigou Matheus a brilhar entre os postes para evitar que o Benfica desse a volta ao resultado.

O ritmo de jogo aumentou assim como a intensidade e seguiram-se 15 minutos de domínio encarnado contrariados pelo génio de Ricardo Horta. Depois de ver a barra impedir um golaço de Fransérgio, o médio formado no Seixal colocou a bola na cabeça de Tormena e desta vez a bola entrou mesmo. E em menos de um minuto abola estava outra vez dentro da baliza de Helton Leite, mas o golo de Fransérgio foi invalidado por for a de jogo com ajuda do VAR.

Com os minhotos de novo na frente, Jesus mexeu na equipa e fez entrar Ferro, Pedrinho e Everton para os lugares de Todibo, Rafa e Seferovic. Carvalhal respondeu com Paulinho e Novais mostrando ambição ofensiva. A partir daqui o jogo entrou numa fase mais tática, com muitas paragens e jogo faltoso e o resultado não mais se alterou. O Benfica ficou pelo caminho.

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