"Só oiço os treinadores portugueses, nos jogos contra o Benfica, a dizer mata, mata, mata"

Jorge Jesus queixou-se do antijogo e do constante recurso a faltas por parte dos adversários em Portugal

O treinador Jorge Jesus afirmou este domingo (7) que os técnicos das outras equipas portuguesas de futebol se preocupam em matar o jogo do Benfica, com recurso a faltas quando defrontam os 'encarnados'.

Questionado sobre o tempo útil de jogo na I Liga portuguesa, em conferência de imprensa, no Seixal, Jesus apelou a que se discuta, sobretudo entre "árbitros e treinadores em particular", problemas como o antijogo, mas também a abordagem ao processo defensivo das equipas técnicas do país.

"A preocupação de muitos treinadores é mata, mata, mata. Mata quem? A jogada! Isto também são questões que se colocam, não só do ponto de vista desportivo, como profissional", criticou Jorge Jesus, na antevisão da partida de segunda-feira, frente ao Belenenses SAD.

E o técnico nem sequer aceita a justificação de que os treinadores das equipas que jogam para não descer têm sempre "a corda aqui" (e aponta para o pescoço), porque, diz, isso é uma característica de toda a classe profissional e apontou como exemplo a sua equipa, que no jogo com o Arsenal, da segunda mão dos dezasseis avos de final da Liga Europa, cometeu apenas três faltas.

"Porque o que me importa a mim é ensinar os meus jogadores a organizarem-se defensivamente, a parar o adversário pela organização defensiva e não constantemente falta, falta, falta, mata, mata, mata, mata. Eu só oiço os treinadores portugueses, quando jogam contra o Benfica, a dizer mata, mata, mata, mata", frisou.

Seja qual for o processo, um facto que não escapou à análise de Jorge Jesus é que o adversário de segunda-feira, o Belenenses SAD, "é a terceira equipa com menos golos sofridos" na I Liga nesta época, além de ter "uma boa ideia de jogo".

O treinador dos 'encarnados' sabe que vai "ter dificuldades pelo valor do adversário", mas sublinhou que cabe à sua equipa "arranjar soluções para todas as dificuldades" e que o eventual mau estado do relvado do Estádio Nacional "não vai servir de desculpa".

Com Darwin e Vertonghen a darem "sinais muito positivos" no treino de hoje e à beira de regressarem à convocatória, o treinador admite, no entanto, que a sua maior preocupação neste momento é sentir que tem "muitos pontos de atraso dos rivais" e que, por isso, a pressão é maior do que se liderasse o campeonato.

"Claro que isso me preocupa a mim e a todos os benfiquistas. Mesmo estando em primeiro, preocupávamo-nos em ganhar todos os jogos. Agora veja ao contrário! A pressão é maior", admitiu.

O Benfica visita na segunda-feira o Belenenses SAD, às 20:15, no Estádio Nacional, onde o estado do relvado tem sido alvo de críticas e levou mesmo a Liga Portugal a interditar jogos naquele palco há cerca de um mês, proibição que foi, entretanto, levantada em 18 de fevereiro.

Os 'encarnados' procuram reduzir a desvantagem de 16 pontos para o Sporting e de seis para o FC Porto, primeiro e segundo classificados, que já venceram os seus encontros na 22.ª jornada da I Liga, além de encurtar os quatro pontos que os separam do Sporting de Braga, que só entra em campo na terça-feira.

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