"Que a tragédia que esteve tão perto de acontecer sirva de lição"

Adepto que caiu de uma bancada era da claque Diretivo XXI, que este domingo questionou as medidas de segurança do Estádio José Alvalade e revelou o estado de saúde do sócio.

O adepto do Sporting que caiu de uma bancada durante o clássico de sábado, no Estádio José Alvalade, "não corre perigo de vida", mas está "em estado grave" e com "múltiplas e graves fraturas". Pertence a uma das claques leoninas, o Diretivo XXI, que, este domingo, emitiu um longo comunicado onde esclarece que "a queda não foi provocada por um "desequilíbrio" do Associado em causa, mas sim pelo facto de um dos vidros de (suposta) segurança e proteção da Bancada Sul B se ter estilhaçado por completo, provocando a sua queda para a bancada imediatamente inferior".

O Sporting ainda não tomou posição sobre o assunto.

O adepto caiu de uma altura de cinco metros logo após o golo de Nuno Santos aos 16 minutos do jogo do Sporting com o FC Porto (1-1), tendo sido assistido e levado para o hospital.

A claque garante que não pretende apontar dedos, mas questiona "como é possível que, em pleno século XXI, num estádio moderno e recente, questões elementares de segurança como a qualidade e a condição dos materiais e dos respetivos suportes sejam deixadas ao acaso, aguardando que ocorra uma tragédia como a que esteve muito perto de suceder".

A claque responsabilizou ainda as autoridades que fiscalizam os recintos desportivos, como o Estádio José de Alvalade, mais preocupadas com "inúteis cartões de adepto" do que com questões de segurança: "As entidades legisladoras e fiscalizadoras, tão preocupadas e expeditas em criar zonas segregadoras dentro dos recintos desportivos para aqueles que apenas pretendem apoiar o seu clube desportivo, nada fizeram para garantir que as condições de segurança existem e que sem as mesmas os recintos desportivos não podem abrir ao público."

Por fim, esperam "que a tragédia que esteve tão perto de acontecer sirva de lição e motive todas as entidades públicas e privadas responsáveis a olharem finalmente para o adepto com o respeito que lhe é devido pela sua condição humana e pela sua cidadania, criando condições para a sua segurança e para o respeito pelos seus direitos fundamentais, dentro e fora dos recintos desportivos".

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