Patrícia Mamona na final do triplo salto, Evelise Veiga pelo caminho

Atleta de 32 conseguiu a qualificação direta logo no primeiro salto, com a marca de 14,54 metros, quando necessitava de igualar ou superar 14,40 metros ou ser uma das 12 melhores da qualificação para estar na final olímpica

A portuguesa Patrícia Mamona qualificou-se esta sexta-feira para a final da prova do triplo salto dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, com a marca de 14,54 metros, enquanto a estreante Evelise Veiga ficou pela qualificação.

Patrícia Mamona, de 32 anos, conseguiu a qualificação direta logo no primeiro salto, quando necessitava de igualar ou superar 14,40 metros ou ser uma das 12 melhores da qualificação para estar na final olímpica, no domingo, a partir das 20:15 locais (12:15 em Lisboa).

No Estádio Olímpico, Patrícia Mamona necessitou de efetuar apenas um salto, enquanto Evelise Veiga, de 25 anos, não foi além de 13,93, 13,63, e 13,57 metros, piorando o desempenho a cada salto que efetuava.

A campeã da Europa em pista coberta, em 2021, e ao ar livre, em 2016, tem como melhor resultado do ano os 14,66 metros obtidos no triunfo na etapa da Liga de Diamante do Mónaco, em 09 de julho, que lhe permitiram reforçar o recorde nacional, que já lhe pertencia.

A saltadora do Sporting cumpre a terceira presença olímpica, depois do sexto lugar no Rio2016 e do 13.º posto em Londres2012.

Evelise Veiga, que falhou a qualificação para o salto em comprimento, tem como recorde pessoal 14,32 metros, obtidos na Maia, em 01 de junho de 2019, quando assegurou a presença em Tóquio2020.

No Rio2016, Portugal teve pela primeira vez duas atletas na final do triplo salto, com Mamona e Susana Costa, que foi nona.

Esta sexta-feira, Mamona só foi claramente superada pela campeã mundial, a venezuelana Yulimar Rojas, com um salto de 14,77 metros e quase 40 centímetros 'desperdiçados' na chamada. Ficaria ainda atrás, mas por muito pouco, da espanhola Ana Peleteiro (14,62) e de Thea Lafond, de Dominica (14,60), com o quarto melhor registo entre as 33 competidoras.

Para a final foi necessário saltar 14,21 metros ou mais, com a lista de 12 atletas apuradas a incluir todas as melhores da época e ainda a colombiana Caterine Ibarguen, a campeã olímpica do Rio2016, que se deve despedir das provas internacionais na final de domingo.

Mamona "feliz" com apuramento, vai "dar tudo" na final

A portuguesa Patrícia Mamona mostrou-se hoje "feliz" com o apuramento para a final do triplo salto dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, preparando-se agora para uma decisão "dura", mas na qual quer "dar tudo".

Patrícia Mamona, de 32 anos, conseguiu a marca logo no primeiro salto, quando necessitava de igualar ou superar 14,40 metros ou ser uma das 12 melhores da qualificação, para estar na final olímpica, no domingo, a partir das 20:15 locais (12:15 em Lisboa).

"Esta qualificação foi fruto de alguma experiência. Se há uma coisa que me deixa nervosa são as qualificações, porque temos tendência a querer estar nas duas primeiras, mas quando a marca de qualificação é 14,40 e sabes que tens aquilo nos pés, é uma questão de saltar muito", resumiu a atleta, na zona mista.

Os nulos podem colocar os atletas "nervosos", mas Mamona, campeã europeia em pista coberta em 2021, e ao ar livre em 2016, ajustou "mesmo no fim" e sai "feliz e já a pensar na recuperação", porque "esta final olímpica vai ser dura".

"Quando vou para uma final, vou para dar tudo. Não penso em marcas, penso em dar o meu melhor. A marca é consequência disso. (...) Esta é a oportunidade ideal para melhorar o recorde nacional", declarou.

A melhor marca portuguesa de sempre foi melhorada pela própria atleta ainda este mês, no dia 09, colocando a fasquia nos 14,66 metros.

De resto, gabou o estado atual do triplo salto mundial, lembrando que "35 raparigas conseguiram marca de qualificação", mas que "cada competição é uma competição" e uma atleta pode "chegar com a melhor marca mundial do ano e não conseguir medalha".

"Tenho de me focar em saltar muito, o resto é consequência. Toda a gente sonha com uma medalha numa final, e, como já tinha dito, o jogo está muito aberto", explicou.

Uma má experiência anterior no Japão ensinou-lhe a "vir com alguma antecedência", para sentir menos os efeitos da deslocação e da especificidade climática na capital nipónica, como as altas temperaturas e a humidade.

À parte as "mossas normais do triplo", está pronta para "dar tudo" e "esquecer tudo o resto" no momento, com a final agendada para domingo.

A saltadora do Sporting cumpre a terceira presença olímpica, depois do sexto lugar no Rio2016 e do 13.º posto em Londres2012.

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