O passeio anunciado que acabou com vitória sofrida do Benfica

Aos 19 minutos, a equipa de Jesus vencia por dois golos mas teve de jogar quase toda a segunda parte com dez, por expulsão de Diogo Gonçalves. Ainda assim, só numa ocasião o Moreirense ameaçou o empate

O Benfica entrou a ganhar na Liga 2021/22 mas sofreu para superar o Moreirense. Depois da bela exibição em Moscovo, os encarnados pareciam embalados para um passeio tranquilo num terreno onde nenhum dos grandes ganhou na época passada, graças a dois golos em 19 minutos, mas os homens da casa reduziram ainda na primeira parte, acabando por não aproveitar a vantagem numérica de que beneficiou desde os 55 minutos, altura em que Diogo Gonçalves viu um vermelho direto. Os lisboetas começaram o ano a nível interno tal como acabaram o anterior, jogando em inferioridade numérica, mas desta feita acabou mesmo por ganhar - o que sucede pelo oitavo ano consecutivo na primeira partida da Liga.

Com seis alterações em relação ao onze que bateu o Spartak em Moscovo, o Benfica encontrou um Moreirense que também optou por uma linha de três centrais. Nada que tenha atrapalhado a equipa de Jorge Jesus, de regresso a um estádio onde trabalhou sem grande sucesso na primeira década do século: depois de uns minutos iniciais de aparente equilíbrio, os lisboetas não demoraram muito a chegar ao primeiro golo. Tudo começou numa arrancada de Gonçalo Ramos pela esquerda, que resultou num canto; na marcação do mesmo, gerou-se alguma confusão, com vários ressaltos e Abdu Conté a aliviar para a cabeça de Lucas Veríssimo, que não desperdiçou a hipótese de assinar o seu terceiro golo no clube.

Quase a seguir, um corte arriscado do central Artur Jorge, impedindo Waldschmidt de se isolar, resultou num vermelho direto. No entanto, alertado pelo VAR, o árbitro Vítor Ferreira reverteu, e bem, a sua decisão, para alívio de João Henriques. Que, diga-se, não durou muito, pois aos 19 minutos o Benfica chegou ao segundo golo, depois de uma escapada de Diogo Gonçalves pela direita, culminada com um cruzamento que Rosic cortou de forma atabalhoada, deixando a bola ao alcance de Luca Walschmidt. O alemão não se fez rogado e colocou a bola no fundo da baliza, voltando a marcar na ronda inaugural.

Rafael relança o jogo

Com cerca de 70 minutos jogados, tudo parecia decidido a favor dos lisboetas, que não sentiam o peso das alterações feitas pelo técnico - a profundidade do plantel ao seu dispor é, de facto, impressionante - e controlavam sem problemas o adversário, isto apesar de Jesus ter alterado a "casa das máquinas", onde Meïté e Taarabt foram titulares, enquanto Everton partia da direita para baralhar a defesa contrária. Todavia, os cónegos começaram a reagir. Aos 27 minutos, aproximaram-se, pela primeira vez, com relativo perigo e, aos 30, conseguiram mesmo reduzir a vantagem. Um passe rasteiro de Yan Matheus deixou Rafael Martins na cara de Vlachodimos e este não perdoou, depois de passar pelo guarda-redes encarnado. Abdoulaey ainda obrigou o guardião contrário a uma defesa apertada mas até ao intervalo só deu mesmo Benfica, que podia ter marcado mais três vezes: num desses lances, a bola bateu mesmo na trave de Pasinato, depois de um belo remate de Gonçalo Ramos (40').

O segundo tempo foi bastante menos acidentado, muito por culpa da já referida expulsão - mais um bom alerta do VAR, até porque a entrada de sola do lateral benfiquista obrigou Conté a sair de maca. Os técnicos reagiram mas a verdade é que o Moreirense raramente conseguiu incomodar a baliza encarnada: ainda assim, esteve perto do empate uma vez, aos 69', quando Ismael fugiu nas costas de Gil Dias e rematou cruzado, para mais uma boa defesa de Vlachodimos. Mesmo com o técnico a apostar num esquema mais atacante, os cónegos ficaram-se por aqui e até podiam ter sofrido o terceiro golo, quando Gonçalo Ramos aproveitou uma má reposição para tentar o chapéu a Pasinato, que sse opôs com sucesso. No final, o Benfica segurou os três pontos e já pode dar atenção à prioridade Liga dos Campeões

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