Lewandowski vence o The Best. Rúben Dias e Ronaldo no onze do ano

O avançado polaco recebeu o prémio de melhor do mundo para a FIFA pelo segundo ano seguido, enquanto CR7 foi distinguido pelo recorde mundial de golos nas seleções e anunciou que pretende "jogar mais quatro ou cinco anos".

Robert Lewandowski venceu ontem, pela segunda vez consecutiva, o prémio The Best, atribuído pela FIFA ao melhor futebolista do mundo. O avançado polaco de 33 anos já tinha conquistado o prémio em 2020 e repetiu agora, após um ano fantástico no qual venceu a Bundesliga ao serviço do Bayern Munique, foi melhor marcador da liga alemã com um recorde de 41 golos e conquistou a Bota de Ouro que distingue o melhor marcador da Europa. Esta época já leva 34 golos em 27 golos ao serviço dos bávaros.

Lewandowski levou a melhor sobre o argentino Lionel Messi, do PSG, e o egípcio Mohamed Salah (Liverpool), os outros dois finalistas, e juntou-se a Cristiano Ronaldo como únicos jogadores com dois The Best, prémio instituído pela FIFA em 2016 e que teve o croata Luka Modric e Messi como os vencedores de uma edição cada um. Se tivermos em conta todos os prémios de melhor futebolista do mundo atribuídos pela FIFA, desde 1991, Lewandowski entra num restrito grupo de atletas que foram distinguidos por mais de uma vez, onde estão Messi (seis), Cristiano Ronaldo (cinco), Ronaldo Nazário (três), Zinédine Zidane (três) e Ronaldinho Gaúcho (dois).

Ronaldo e Rúben Dias no onze

Apesar do polaco ter sido o rei, a gala da FIFA fechou com... Cristiano Ronaldo. A estrela portuguesa foi chamada ao palco, em Zurique, para receber das mãos do presidente Gianni Infantino um prémio especial por se ter tornado o melhor marcador ao serviço das seleções, com 115 golos. O capitão da equipa das quinas agradeceu aos companheiros da seleção nacional e deixou uma garantia: "Nunca pensei em bater este recorde. Estou muito orgulhoso e agradeço também à minha família, à minha mulher, aos meus filhos. É muito bom ser o melhor marcador de sempre."

CR7 frisou que aos 36 anos ainda tem "paixão pelo jogo". "Não são só os golos, também é para me entreter. Ainda gosto e tenho motivação. Sinto-me bem, adoro o futebol e quero continuar. Espero jogar mais quatro ou cinco anos. Tem tudo a ver com mentalidade", frisou.

Ronaldo integrou ainda o melhor onze do ano para a FIFA, onde tem lugar cativo desde 2007, mas desta vez com a companhia de Rúben Dias, defesa do Manchester City que na época passada foi considerado o melhor da Premier League na sua posição. Nessa equipa de sonho destaca-se ainda Lionel Messi que há 14 anos que faz parceria com CR7 nesta escolha da FIFpro.

Lamela vence Taremi

Um dos anúncios mais aguardados era o do vencedor do Prémio Puskás, destinado ao marcador do melhor golo do ano. Isto porque um dos concorrentes era o avançado iraniano Mehdi Taremi, do FC Porto, com o pontapé de bicicleta marcado ao Chelsea na Liga dos Campeões. No entanto, apesar de ser um dos favoritos o golo mais votado pelos adeptos acabou por ser o argentino Érik Lamela, pelo remate de letra ao serviço do Tottenham num dérbi com o Arsenal para a Premier League.

Nos restantes prémios, o Chelsea, vencedor da última Liga dos Campeões, esteve um grande, uma vez que viu o alemão Thomas Tuchel receber o prémio de treinador do ano, enquanto Édouard Mendy foi eleito melhor guarda-redes, apesar de não figurar na equipa do ano, onde foi destronado pelo italiano Gianluigi Donnarumma (PSG).

Uma discrepância que também se verificou na eleição de melhor jogadora do ano atribuído à espanhola Alexia Putellas, do Barcelona, que não integra o melhor onze feminino de 2021... Aliás, o Barça, que venceu a Champions, não tem qualquer jogadora nessa equipa do ano, nem venceu os prémios para treinadora - ganho por Emma Hayes (Chelsea) - ou para melhor guarda-redes - Christiane Endler (Lyon).

A paragem cardiorrespiratória de Christian Eriksen também foi lembrada, tendo valido o prémio fair-play a elementos da seleção da Dinamarca pelo rápido socorro ao médio no jogo do Euro 2020, e foram ainda distinguidos os adeptos de Dinamarca e Finlândia pelo apoio ao futebolista no estádio.

TODOS OS PRÉMIOS:

Melhor futebolista (masculino)
Robert Lewandowski (Polónia/Bayern Munique)

Melhor futebolista (feminino)
Alexia Putellas (Espanha/Barcelona)

Prémio Puskas
Érik Lamela (Tottenham)

Melhor guarda-redes (masculino)
Édouard Mendy (Senegal/Chelsea)

Melhor guarda-redes (feminino)
Christiane Endler (Chile/Lyon)

Melhor treinador (masculino)
Thomas Tuchel (Chelsea)

Melhor treinador (feminino)
Emma Hayes (Chelsea)

Prémio dos fãs
Adeptos da Dinamarca e Finlândia que se juntaram no apoio a Christian Eriksen, que sofreu paragem cardiorrespiratória no Euro 2020.

Prémio fair-play
Médicos, jogadores e staff da seleção da Dinamarca pela pronta assistência a Christian Eriksen.

O melhor onze (masculino)
Gianluigi Donnarumma (Itália/PSG); David Alaba (Áustria/Real Madrid), Rúben Dias (Portugal/Manchester City), Leonardo Bonucci (Itália/Juventus); Jorginho (Itália/Chelsea), Ngolo Kanté (França/Chelsea), Kevin de Bruyne (Bélgica/Manchester City); Cristiano Ronaldo (Portugal/Manchester United), Erling Haaland (Noruega/Borussia Dortmund), Robert Lewandowski (Polónia/Bayern Munique), Lionel Messi (Argentina/PSG).

O melhor onze (feminino)
Christiane Endler (Chile/Lyon); Lucy Bronze (Inglaterra/Man. City), Wendie Renard (França/Lyon), Millie Bright (Inglaterra/Chelsea), Magdalena Eriksson (Suécia/Chelsea); Estefania Banini (Argentina/At. Madrid), Carli Lloyd (EUA/NY Gotham), Barbara Bonansea (Itália/Juventus); Vivianne Midema (Países Baixos/Arsenal), Marta (Brasil/Orlando Pride), Alex Morgan (EUA/San Diego Wave).