Kalle Rovanperä é o mais novo a vencer Rali de Portugal

Esta vitória é mais um passo na afirmação do jovem prodígio finlandês, de 21 anos, que muitos apontam como um próximo campeão do mundo. Armindo Araújo terminou a prova como o melhor português.

O finlandês Kalle Rovanperä (Toyota Yaris) tornou-se hoje no mais novo de sempre a vencer o Rali de Portugal, ao ser o mais rápido na 55.ª edição da prova lusa com 21 anos.

Rovanperä, que tem menos três do que o compatriota Markku Alen, gastou 3:44.19,2 horas para cumprir as 21 especiais desta quarta jornada do Mundial, deixando o segundo classificado, o britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris), a 15,2 segundos, com o espanhol Dani Sordo (Hyundai i20) em terceiro, a 2.17,3 minutos, depois de ter batido o japonês Takamoto Katsuta (Toyota Yaris) na 'power stage'.

Com estes resultados, Rovanperä, que já venceu três das quatro provas realizadas esta época (só foi batido pelo francês Sébastien Loeb, em Ford Puma, no Rali de Monte Carlo), alargou a vantagem no campeonato, tendo agora 106 pontos, mais 46 do que o segundo classificado, que é o belga Thierry Neuville (Hyundai i20).

Esta vitória é mais um passo na afirmação do jovem prodígio finlandês, de 21 anos, que muitos apontam como um próximo campeão do mundo. É quinto sucesso em provas do escalão maior da modalidade.

O menino prodígio que aos 14 anos já competia

Depois das vitórias na Estónia e na Grécia, em 2021, e na Suécia e Croácia, já esta temporada, o jovem continua num percurso ascendente nos ralis, no quais se iniciou com apenas 14 anos.

A inspiração para a modalidade herdou-a do seu pai, Harri Rovanpera, piloto do Mundial de ralis entre 1993 e 2006, que, em 2015, permitiu que Kalle fosse para a Letónia competir, contornando a lei finlandesa, que no país só autoriza pilotos com 18 anos.

Nesse país do leste da Europa, o talento do jovem foi logo evidente e, com 14 anos, venceu o campeonato de ralis da Letónia na categoria de duas rodas motrizes, ao volante de um Citroen C3, com o navegador Risto Pietiläinen, que já tinha sido co-piloto do pai.

O sucesso levou-o a subir mais um escalão e, no ano seguinte, já com um Skoda Fábia S2000, com 300 cavalos de potência, deu asas às suas qualidades e, com apenas 16 anos, venceu o campeonato da Letónia, tornando-se o mais jovem piloto de sempre a conquistar um título nacional de ralis, na categoria maior.

Perante tão promissora carreira, a Federação Automóvel da Finlândia concedeu, em 2017, a Kalle Rovanpera uma licença especial para poder competir antes dos 18 anos, algo seguido pela Agência de Transportes do país, que permitiu que o jovem tirasse a carta de condução com 17 anos.

Com essas credenciais, Kalle pôde participar em provas do calendário nacional da Letónia, Itália e Finlândia, que lhe abriram portas para competir em ralis do Campeonato da Europa e na categoria WRC2, a segunda maior da modalidade a nível mundial, com um Ford Fiesta R5 preparado pela M-Sport, na qual foi o mais novo piloto na história da competição a pontuar.

Em 2018, no ano em que completou 18 anos, Kalle Rovanpera foi contratado para a equipa oficial da Skoda, com um plano para fazer seis a sete ralis pela categoria WRC2, na qual arrebatou o título mundial já em 2019, no primeiro ano em que fez o Rali de Portugal e terminou em sexto lugar na prova lusa.

Tal como esperado, o finlandês continuou a progredir na carreira e, em 2020, foi recrutado pela equipa de fábrica da Toyota, na qual, apesar da adaptação aos carros do WRC, disciplina maior dos ralis, bateu novo recorde, sendo o mais jovem piloto a subir a um pódio do campeonato.

Já em 2021, Kalle Rovanpera tornou-se o mais jovem piloto de sempre a ganhar uma prova do campeonato do mundo, na Estónia, ainda com 20 anos, começando a escrever as página douradas de uma carreira que promete colocá-lo entre os maiores de sempre da modalidade.

Armindo Araújo termina como o melhor português

O piloto Armindo Araújo (Skoda Fábia) terminou a 55.ª edição do Rali de Portugal como o melhor português, batendo o algarvio Ricardo Teodósio (Hyundai i20) por 22,5 segundos.

Nesta competição particular pelo estatuto de melhor representante nacional, apesar de a classificação do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) ter ficado fechada na sexta-feira, com a vitória de Teodósio, Araújo levou a melhor depois de ter assumido o comando no final do dia de sábado.

Esta manhã, o piloto natural de Santo Tirso fez melhor do que Teodósio em três das cinco especiais, apesar de só ter vencido uma. José Pedro Fontes, em Citroën C3, venceu as outras duas.

O algarvio foi o mais rápido dos portugueses em dois dos cinco troços deste domingo.

Desta forma, Araújo terminou em 14.º da geral, a 21.36,8 minutos do vencedor, com Teodósio logo atrás, a 22,5 segundos.

Armindo Araújo foi, ainda, quinto classificado no WRC2, com Ricardo Teodósio em sexto.

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