Guiné-Bissau desperdiça penálti a acabar e estreia-se com um nulo

Na cidade camaronesa de Garoua, a equipa comandada por Baciro Candé esteve mais perto de sair vencedora, mas não conseguiu materializar as oportunidades em golos.

A Guiné-Bissau estreou-se esta terça-feira na Taça das Nações Africanas 2021 (CAN) de futebol com um empate sem golos, diante do Sudão, num encontro do Grupo D, no qual desperdiçou uma grande penalidade na reta final.

Na cidade camaronesa de Garoua, a equipa comandada por Baciro Candé esteve mais perto de sair vencedora, mas não conseguiu materializar as oportunidades em golos.

Privados do capitão e guarda-redes Jonas Mendes, o mais experiente da equipa, com 50 internacionalizações, que testou positivo ao coronavírus, assim como Alfa Semedo (Vitória Guimarães), Nanú (FC Porto), Jorge Íntima, Mimito Biai (Académica) e Leonel Ucha Alves (Marinhense), os djurtus alinharam de início com outros jogadores que atuam em Portugal.

O técnico Baciro Candé utilizou os lusos Fali Candé (Portimonense), Sori Mané (Moreirense), Bura (Farense) e Jefferson Encada, que rescindiu com o Leixões antes de se juntar à seleção na prova, adiada para 2022, devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus. No segundo tempo, Frédéric Mendy, do Vitória de Setúbal, também foi opção.

Contudo, foi através do avançado Joseph Mendes que os guineenses criaram a primeira grande chance, com o cabeceamento do jogador dos franceses do Niort a passar muito perto do poste da baliza defendida por Abu-Eshrein, aos 17 minutos.

Só já perto do tempo de descanso, voltaram a surgir reais chances de perigo e para os dois lados. Primeiro, após um pontapé de canto, foi de novo Joseph Mendes (41) a cabecear por cima do ferro, e, já nos descontos, para o Sudão, Abdel Raman (45+2) permitiu uma boa defesa a Gomis.

No segundo tempo, a Guiné dominou e teve a iniciativa do jogo, apesar das escassas oportunidades criadas, sendo que, a oito minutos do apito final, os djurtus desperdiçaram aquela que foi melhor chance do desafio.

O médio Pelé, que em Portugal já representou vários clubes, o último dos quais o Rio Ave, não conseguiu converter em golo a grande penalidade defendida por Abu-Eshrein.

Na segunda ronda, agendada para 15 de janeiro, a seleção guineense vai defrontar o Egito, comandado pelo português Carlos Queiroz, que esta terça-feira foi derrotado pela Nigéria (1-0), e encerra a poule D diante das super-águias, em 19.

Ficha de jogo

Jogo realizado no Estádio Roumdé Adjia, em Garoua.

Árbitro: Issa Sy (Senegal)

- Sudão: Abu-Eshrein, Mustafa Elfadni, Nemer, Mustafa Karshom, Mazin, Omer, Abdel, Abbas Omer (Musa, 90+1), Al Rasheed, Khidir e Hamed (Al-Gozoli Nooh, 66).

Treinador: Burhan Tia.

- Guiné-Bissau: Maurice Gomis, Fali Candé, Bura, Opa Sangante, Sori Mane, Jefferson Encada, Moreto Cassamá, Pelé (Panutche Camara, 85), Mama Balde (Steve Ambri, 73), Piqueti (Frederic Mendy, 73) e Joseph Mendes.

Treinador: Baciro Candé.

Disciplina: cartão amarelo para Joseph Mendes (13), Nemer (16) e Mazin (50).

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