FC Porto sem eficácia deixa a Champions sem glória

A equipa de Sérgio Conceição foi relegada para a Liga Europa após perder em casa por 3-1 com com o Atlético Madrid. Taremi foi rei dos golos perdidos e Griezmanm o herói.

Desilusão no Dragão. O FC Porto foi derrotado por 3-1 pelo Atlético de Madrid e falhou o apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Num jogo intenso, com duas expulsões, os dragões desperdiçaram várias oportunidades para se adiantarem no marcador e viram depois os colchoneros chegar ao triunfo. Por terra caiu a hipótese de Portugal ter três equipas na fase seguinte da Champions, mas pelo menos a equipa de Sérgio Conceição segue para o playoff de entrada na Liga Europa, pois ficou em terceiro lugar, beneficiando da derrota do Milan diante do Liverpool.

No duelo estratégico dos treinadores, Diego Simeone começou por surpreender Sérgio Conceição ao apostar numa estrutura de três defesas na tentativa de dar maior consistência a um setor muito desfalcado com as ausências de Felipe, Savic e José Giménez. Assim, o lateral Vrsaljko e o médio Kondogbia juntaram-se a Hermoso como trio mais recuado. O FC Porto demorou a acertar com o posicionamento, pois a pressão que os seus jogadores faziam para recuperar a posse de bola era eficaz, mas não conseguia encontrar espaços para chegar à baliza de Oblak.

E nem a lesão do uruguaio Luis Suárez - substituído pelo brasileiro Matheus Cunha aos 13" -, inibiu os colchoneros, que imprimindo grande velocidade no jogo ia causando problemas de organização aos dragões, que contavam com o regresso de Pepe na defesa.

Como corolário da melhor entrada do Atlético surgiu a primeira oportunidade da partida na sequência de um excelente trabalho de Carrasco na esquerda, com Lemar primeiro e Marcos Llorente depois a obrigarem Diogo Costa a duas grandes intervenções.

Os adeptos do FC Porto tremiam e pior ficaram quando aos 30 minutos surgiu a informação que o AC Milan estava em vantagem sobre o Liverpool, o que atirava a equipa portuguesa para a Liga Europa. Só que a má notícia teve o condão de mudar a face de um jogo nervoso, mas intenso. É que no minuto seguinte Luis Díaz obrigou Oblak à primeira grande defesa da noite. Os dragões despertaram, sobretudo porque o extremo colombiano passou a surgir mais em zonas interiores para baralhar as marcações colchoneras.

E foi já depois de ser conhecido o empate do Liverpool em San Siro que o FC Porto esteve muito perto de abrir o marcador, primeiro por Luis Díaz, depois com Grujic a rematar para as mãos de Oblak quando estava isolado.

Taremi perdoa, Griezmann não

O FC Porto foi para o intervalo com boas sensações e com a certeza de que o apuramento estava nas suas mãos, era preciso um pouco de sorte e de eficácia. E o início da segunda parte provou-o: Taremi desperdiçou duas grandes oportunidades. O iraniano perdoou, Griezmann não. Na sequência de um canto, a bola foi ter com o avançado francês que, livre de marcação no segundo poste, abriu facilmente o marcador. O Atlético estava a vencer aos 56 minutos sem ter feito muito para isso e bem podia ter aumentado a vantagem logo a seguir por Matheus Cunha.

Vinham boas notícias de Itália com o Liverpool a vencer o Milan, pelo que ao FC Porto bastava o empate para seguir em frente. E pouco depois Carrasco era expulso e tudo se conjugava para um final propício para os dragões, mas o jogo descontrolou-se e Wendell, sete minutos depois de ter entrado, também foi expulso. Os ânimos estavam por essa altura bem quentinhos, o que favorecia o Atlético que já tinha o resultado que lhe servia.

A ansiedade por essa altura já tinha tomado conta dos jogadores portistas. E quando o FC Porto tentava o tudo por tudo para chegar ao empate, Grizmann conduziu um contra-ataque e lançou Ángel Correa para o 2-0 já em cima do minuto 90. Rodrigo de Paul fez o terceiro logo a seguir e, num final de loucos, Sérgio Oliveira ainda reduziu de penálti.

Um resultado cruel para os dragões que assim vão disputar o playoff de acesso para a Liga Europa com um dos segundos classificados da fase de grupos dessa competição.

carlos.nogueira@dn.pt

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