Dragão impôs a sua lei com Luis Díaz na pele de goleador

O FC Porto venceu o Santa Clara, nos Açores, por 3-0 e vai para a paragem das seleções na liderança. O extremo colombiano voltou a deixar a sua marca com dois golos.

O FC Porto impôs ontem a lei do mais forte na viagem aos Açores onde há menos de duas semanas tinha sofrido a primeira derrota nas competições nacionais para a Taça da Liga. Desta vez, para o campeonato, a equipa de Sérgio Conceição não facilitou e venceu o Santa Clara por 3-0, com dois golos de Luis Díaz, o homem golo dos dragões que se mantêm na liderança da I Liga, à 11.ª jornada, numa altura em que segue mais uma paragem de três semanas por causa das seleções. Os açorianos mostraram ser uma equipa muito curta para criar problemas, mostrando por que razão ocupa o último lugar e tem a pior defesa do campeonato, com 23 golos sofridos.

O FC Porto chegava aos Açores depois de uma excelente exibição a meio da semana em Milão, mas com o trauma de ter perdido em São Miguel e ter ficado virtualmente eliminado da Taça da Liga, um dos objetivos da época. Foi com isso no pensamento que a equipa de Sérgio Conceição entrou em campo: era proibido facilitar. Os dragões entraram com uma linha defensiva muito subida no terreno e a pressionar muito alto, bem perto da área adversária, o que permitia mandar no jogo. Do outro lado, os açorianos fechavam-se com linhas muito juntas, procurando ser práticos no pouco tempo que tinham a bola em seu poder, ou seja, o caminho ia sempre dar às costas dos laterais portistas para assim abrir caminho para a área.

A verdade é que o domínio do FC Porto era um pouco inconsistente, face à falta de espaço mas também a pouca mobilidade dos homens da frente, pelo que a alternativa era procurar o colombiano Luis Díaz, o homem do momento, que através da sua velocidade de execução ia dando dores de cabeça à defesa do Santa Clara, equipa comandada por Nuno Campos, antigo treinador adjunto de Paulo Fonseca que tinha a missão de evitar a terceira derrota em três jogos na I Liga desde que assumiu a equipa.

Os açorianos até começaram mais perigosos, pois aos quatro minutos perderam duas boas ocasiões por Rui Costa e Ricardinho, por causa de más abordagens aos lances, quando solicitados pelos alas que surgiram nas costas dos laterais portistas. Só que a partir daí não voltaram a ter possibilidade de incomodar o guarda-redes Diogo Costa até ao intervalo. O FC Porto passou a mandar no jogo, sem criar ocasiões flagrantes para marcar, mas acabaria por chegar ao golo já perto do intervalo na sequência de um erro de Lincoln, que perdeu a bola para Otávio, surgindo depois Sérgio Oliveira a rematar colocado, de fora da área, sem hipóteses para Ricardo Fernandes.

Luis Díaz deixa a sua marca

O FC Porto ia para o descanso em vantagem de forma natural e tinha o caminho desbravado para a vitória e para a manutenção da liderança. E mais confortável ficou logo na primeira jogada do segundo tempo, quando Otávio tirou um cruzamento para Luis Díaz, de cabeça, fazer um belo golo. Era um duro golpe para o Santa Clara que via ruir a estratégia que trazia para a segunda parte. O desnorte tomou conta dos açorianos e as dificuldades defensivas aumentaram, tendo valido Ricardo Fernandes a evitar mais um golo, agora a Pepe, na sequência de um canto de Sérgio Oliveira.

Ao contrário do que aconteceu na primeira parte, a equipa de Sérgio Conceição tinha agora espaço para criar lances perigosos, até porque os açorianos procuraram reagir à desvantagem avançando no terreno para tentar encurtar a desvantagem. Mas se a tarefa já estava difícil pior ficou quando Allano foi expulso aos 62 minutos, por acumulação de amarelos. Mas mesmo sem carregar muito no acelerador, o FC Porto ia rondando a baliza contrária, percebia-se que era uma questão de tempo até chegarem mais golos, o que aconteceu aos 77 minutos quando Zaidu isolou Luis Díaz, pois claro. O colombiano contornou o guarda-redes e rematou para o fundo da baliza, marcando o 12.º golo da temporada e o nono na I Liga, consolidando o estatuto de melhor marcador.

Os últimos minutos foram aproveitados por Sérgio Conceição para fazer descansar alguns jogadores, mas mesmo assim a sua equipa não abrandou o ritmo e, com a paciência necessária para aproveitar os espaços na defesa açoriana, viu o guarda-redes Ricardo Fernandes fazer mais uma grande defesa a remate rasteiro de Francisco Conceição.

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