Acabou o tempo da casa às costas e das viagens de autocarro

Com a Cidade do Futebol, as equipas nacionais têm num só local todos os meios para trabalhar. Já a começar no Euro 2016

A inauguração da Cidade do Futebol vai permitir à seleção nacional iniciar os trabalhos de preparação para o Euro 2016, em França, sem andar com a casa às costas. Que é como quem diz, estagiar em locais onde os meios logísticos nem sempre são os ideais.

Antes do Mundial 2014, a equipa das quinas iniciou os treinos no campo do Estoril, antes de rumar para uma digressão pelos Estados Unidos. Nos tempos de Scolari, era comum ser Óbidos o quartel-general da equipa, tendo no Euro 2004 sido utilizado o centro de estágio do Sporting, em Alcochete.

Agora é diferente, como fez questão de frisar o atual selecionador nacional que preparou os dois últimos jogos particulares com a Bulgária e a Bélgica no Estádio do Restelo. "Vamos passar a ter condições de trabalho excelentes", começou por enaltecer Fernando Santos, explicando que tudo agora será mais funcional. "Há um conjunto de questões logísticas que agora vão ficar mais facilitadas para além do treino, que vai desde os equipamentos e que passa pela recuperação com a sauna, crioterapia, o trabalho de ginásio, que nos leva muitas vezes a pensar onde vamos fazer, qual o hotel que nos vai servir, quais são os campos. Nem sempre conseguíamos tudo aquilo que queríamos e a partir de agora já não temos esse problema, pois temos a nossa casa", referiu, sublinhando que "a partir de agora deixamos de saltar de casa em casa".

Este era um problema também que afetava as seleções mais jovens, razão pela qual Fernando Santos fez questão de frisar que a nova infraestrutura "é muito importante para a formação que pode desenvolver o trabalho numa base normal". Um dos maiores exemplos de andar com a casa às costas era a seleção de sub-21, que nos últimos anos privilegiou o centro de alto rendimento de Rio Maior.

Rui Jorge, o treinador responsável por este escalão e pela seleção Olímpica, prefere enaltecer o facto de "pela primeira vez todas as seleções partilharem o mesmo espaço". "Quando quando éramos jogadores da formação queríamos sempre estar junto dos mais velhos, das referências e isso agora vai ser possível", sublinhou, assegurando ser essa outra das grandes vantagens que permitirá "sentir as seleções de maneira diferente".

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