Palhaças "invadem" Portalegre durante uma semana

É entrar, senhoras e senhores, meninos e meninas. O Bolina, Festival Internacional de Palhaças chega este sábado à cidade do Alto Alentejo. Há palhaçadas e muito riso, ações de rua, espetáculos, e workshops para todos

Vêm de todo o mundo. Da Colômbia e do Brasil, de França, do Canadá e de Espanha, da Argentina, de Itália e, claro, de Portugal. O objetivo é celebrar a alegria e o humor, e tudo o que eles têm de dádiva, de solidariedade e comunhão. Com a participação de mais de 60 mulheres que fazem do nariz vermelho a sua vida, o Bolina, 3º Festival Internacional de Palhaças, chega este sábado, dia 4, a Portalegre, com animação que chegue para uma semana inteira de palhaçadas e espetáculos, de oficinas e workshops destinados a profissionais e amadores, de intervenções comunitárias nos hospitais ou em escolas e lares de terceira idade.

"O Bolina é uma utopia", mas "uma utopia real", diz ao DN a criadora do festival, a palhaça e atriz Maria Simões, destacando que este é "um movimento solidário, comunitário e artístico, feito por palhaças profissionais que tornam o mundo um lugar melhor para viver".

Para as palhaças que vão fazer de Portalegre o seu palco e ponto de encontro ao longo de toda a semana, isso tem materialização concreta em intervenções no hospital local, levando conforto a pacientes de todas as idades, em visitas a escolas e lares de terceira idade na região, e também em workshops abertos à comunidade, ou apresentações espontâneas de rua, bem como nas intervenções mais clássicas, e obrigatórias, que são os espetáculos para o público em geral.

Tal como aconteceu nas duas edições anteriores - pode dizer-se que já é uma espécie de tradição - o festival arranca este sábado com um desfile de rua e uma visita animada ao mercado, a partir das 10.30, no que será o primeiro contacto das mais de 60 palhaças participantes no festival com o público e a cidade.

A abertura oficial acontecerá depois, a partir das 15.00, nos Claustros da Biblioteca Municipal de Portalegre, e o primeiro espetáculo formal acontece à noite, com a italiana Claudia Cantone a apresentar "O quarto Secreto", inspirado na história de Anne Frank.

Mas isso é só o princípio. Ao longo da semana, a par de todas as atividades paralelas que vão preencher os dias e que são destinadas à comunidade local, as noites verão desfilar pelo teatro do Convento e pelo CAEP, em Portalegre, nomes como os de Paula Malik, da Colômbia, que vai apresentar-se com o espetáculo "A Eterna Apaixonada", Gabi Winter, do Brasil, que mostrará a "Catadora de Ilusões", ou Serena Vergari, de Itália, com o seu provocador "Holy Boobs".

O festival internacional Bolina, foi lançado por Maria Simões em 2015, em Ponta Delgada, nos Açores. Um dos propósitos centrais era criar uma rede internacional de palhaças e, com isso, contribuir para a concretização da tal utopia de um mundo melhor, Dois anos depois, o festival mudou-se com ela para o Continente, e Castelo de Vide foi o ponto de encontro, em 2017, de mais de 40 palhaças de cerca de uma dezena de países.

Agora é a vez de Portalegre receber o Bolina, que bate um recorde de participações nesta terceira edição, e que contará igualmente com intervenções e espetáculos em Castelo de Vide e Ponte de Sor, numa organização conjunta da Descalças Cooperativa Cultural, dirigida por Maria Simões, em estreita ligação com a Direção Regional de Cultura do Alentejo e câmaras municipais de Portalegre, Castelo de Vide e de Ponte de Sor.

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