Exclusivo "Nenhum dos meus livros é um manifesto feminista"

A escritora tem 19 livros publicados e está traduzida em vinte países. Lançou recentemente O Regresso de Júlia Mann a Paraty, que reúne três novelas e onde questiona profundamente Thomas Mann e Freud, além da situação da mulher ao longo dos séculos.

As duas primeiras novelas do novo livro de Teolinda Gersão versam sobre Freud e Thomas Mann, parecendo muitas vezes que a escritora aproveitou a oportunidade para acertar contas com ambos, antes de chegar à terceira novela, sobre a mãe do autor. Ela nega que assim seja e afirma: "Admiro e respeito muitíssimo Freud e Thomas Mann, e não tenho contas a ajustar com nenhum deles - nem, aliás, com ninguém. O papel do escritor não pode ser esse, e não é de certeza o meu."

Quanto ao possível pendor feminista de O Regresso de Júlia Mann a Paraty, considera que não existe e justifica: "Embora centrado numa figura de mulher, o livro não está ao serviço de nenhuma causa." Quanto ao estado da Cultura em Portugal, não hesita em lamentar que "infelizmente, a cultura é sempre o parente pobre e relegada para segundo plano".

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