Exclusivo Nadir Afonso. O genial pintor capaz de escrever sobre Einstein e Van Gogh

Arquiteto de formação, o artista oriundo de Chaves trabalhou com Le Corbusier e Niemeyer, mas sempre se viu mais como artista, e foi essa faceta que lhe deu fama. O centenário do nascimento, celebrado em 2020, veio acompanhado de quatro livros de ensaios que mostram o lado mais intelectual de Nadir Afonso.

Conheça-se a obra de Nadir Afonso pelas pinturas na coleção do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian ou pela decoração de um dos átrios da estação dos Restauradores (do metro de Lisboa), a verdade é que a faceta de artista do genial transmontano é a mais famosa, mas não a única. Era também arquiteto, tendo trabalhado com nomes célebres como o suíço Le Corbusier e o brasileiro Niemeyer, e ainda teórico da arte. Quatro livros agora publicados pela U. Porto Press, por ocasião do centenário de Nadir (sim, o primeiro nome aqui impõe-se, como em Leonardo), dão-nos a oportunidade de conhecer o pensamento de um português que nasceu em 1920 em Chaves, formou-se no Porto, estudou e trabalhou em França e no Brasil, voltou a Portugal, onde se afirmou como artista e morreu em Cascais a 11 de dezembro de 2013, sete dias após completar 93 anos.

Os livros, de edição muito cuidada e de capas sóbrias mas apelativas, têm como títulos O Sentido da Arte e Outros Textos, Da Intuição Artística ao Raciocínio Estético, Universo e Pensamento e Outros Textos e Reflexões Estéticas e sobre a Vida e sobre a Obra de Van Gogh. Em simultâneo, foi também editado um livro-catálogo sobre os inéditos de Nadir, que estiveram em exposição na reitoria da Universidade do Porto até à antevéspera de Natal.

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