Ellen DeGeneres Show. Três produtores do programa despedidos

Um porta-voz da Warner Brothers confirmou que o programa "se separou" dos produtores executivos Ed Glavin e Kevin Leman, e do coprodutor executivo Jonathan Norman.

Eram três dos principais produtores do programa de Ellen DeGeneres e foram demitidos devido às recentes acusações de assédio moral e sexual nos bastidores do formato.

Foi a própria Ellen quem anunciou a demissão durante uma reunião por vídeo com a equipa. Revelou também que já estava em curso uma investigação interna sobre as acusações dos trabalhadores que têm falado - a maioria de forma anónima - em "ambiente tóxico" na produção de um programa cujo lema é "Sejam bons uns para os outros".

De acordo com a revista Hollywood Reporter, citada pela BBC, Ellen enviou uma menagem à equipa a lamentar toda a situação.

Um porta-voz da Warner Brothers confirmou que o programa "se separou" dos produtores executivos Ed Glavin e Kevin Leman, e do coprodutor executivo Jonathan Norman.

As saídas surgem no seguimento de investigações de jornalistas sobre alegações de bullying e intimidação no set do Ellen DeGeneres Show.

Após mais de 16 anos no ar e com um total de 61 Emmys (incluindo vários prémios para melhor talk show e para melhor programa de entretenimento), o show de Ellen DeGeneres parece ter os dias contados - ou, pelo menos, nada será como antes.

Tudo começou com um tweet do comediante Kevin T. Porter, que, perante a ameaça da covid-19, relembrava a necessidade de sermos todos mais simpáticos uns com outros, tal como Ellen pedia.

Mas, logo a seguir, mudava de tom para afirmar que DeGeneres era "notoriamente uma das pessoas mais cruéis do mundo", abrindo a porta a uma série de histórias (não corroboradas) sobre DeGeneres ser uma pessoa fria, rude e até mesmo mesquinha com os fãs, com os trabalhadores da indústria audiovisual e até com os seus convidados famosos.

A Variety noticiava que os cerca de 30 funcionários dos estúdios do programa de Ellen tinham ficado quase um mês sem receber qualquer informação oficial sobre o pagamento dos seus ordenados e que quando voltaram a receber tinham reduções na ordem dos 60%. Os empregados sentiam-se abandonados pela sua entidade patronal - ninguém lhes atendia o telefone ou dava qualquer justificação.

As principais acusações vieram precisamente dos funcionários e ex-funcionários do programa que, anonimamente, se queixaram de haver racismo, sexismo e intimidação no estúdio. A maioria culpou os produtores executivos e outros responsáveis de topo pela toxicidade quotidiana, mas um ex-funcionário disse que, em última análise, é o nome de Ellen que aparece no programa, portanto "ela de facto tem de assumir a responsabilidade" pelo ambiente de trabalho.

Todos concordaram que Ellen via estas coisas acontecer sem nada fazer para o contrariar, vivendo como que numa bolha, sem estabelecer de facto uma ligação com os elementos da equipa.

"Se Ellen quer ter um programa com o seu nome, ela tem de se envolver mais e ver o que está a acontecer", afirmou um funcionário citado num polémico artigo publicado a 16 de julho no BuzzFeed.

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