Concerto em Lisboa contra a violência sobre as mulheres

Ana Bacalhau, Maria João e Katia Guerreiro cantam pelas mulheres vítimas de violência. Concerto é na quarta-feira, em Lisboa.

O Teatro Maria Matos, em Lisboa, é palco esta quarta-feira de um concerto que assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Ana Bacalhau, Maria João e Katia Guerreiro são algumas das artistas participantes.

O músico Renato Jr. (ex-UHF) afirmou à agência Lusa que o concerto "materializa em palco" o seu álbum "Uma Mulher Não Chora", editado no final do ano passado, cuja apresentação ao vivo "a pandemia adiou".

Segundo a organização, assistem ao concerto a cantora Simone de Oliveira, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, e a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro.

Vão também estar em palco Soraia Tavares, Luanda Cozetti, Sofia Escobar, Cristiana Águas, Joana Amendoeira, Viviane, Kiara Timas, Lúcia Moniz, Patricia Antunes, Patricia Silveira e os Shout.

Serão acompanhados por um banda de onze músicos, entre eles David Jerónimo, na bateria, Pedro de Castro, na guitarra portuguesa, Pedro Pinto, no baixo, Ricardo Barriga, na guitarra, e Hélder Godinho, nas teclas, guitarra e direção musical.

Renato Jr. argumentou que a música "tem um papel social e pode alertar para esta situação de injustiça que ainda acontece no século XXI".

Quintuplicaram pedidos de apoio

O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres é uma iniciativa das Nações Unidas que se celebra, anualmente, a 25 de novembro, com o intuito de alertar para esta questão que atinge as mulheres, tanto em casa como no local de trabalho, psicológica ou fisicamente.

"Mesmo antes da covid-19, a violência contra mulheres era uma das mais difundidas violações dos direitos humanos, com quase 18% de mulheres e raparigas a experienciarem violência física ou psíquica por um parceiro íntimo no ano anterior. Durante as primeiras semanas do período da pandemia, as chamadas para linhas de apoio quintuplicaram. A cada três meses de confinamento, é estimado que 15 milhões de mulheres venham a ser afetadas por violência", pode ler-se num comunicado das Nações Unidas divulgado esta semana.

O assinalar deste dia será "uma oportunidade para os estados-membros, a sociedade civil, 'influencers' e o sistema das Nações Unidas para despertar um renovado sentido de urgência e reforçar a ação global para pôr fim à violência contra mulheres e raparigas apelando a todos para que financiem serviços essenciais sobre violência de género e organizações de mulheres que estejam na vanguarda, que respondam às necessidades de sobreviventes, que previnam a violência de género de acontecer em primeiro lugar e que reúnam dados para melhorar serviços, programas e políticas".

O dia 25 vai ser o pontapé de partida para 16 dias de ativismo sob o mote das Nações Unidas.

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