Exclusivo No século da corrida ao ouro negro os EUA adoravam untar-se com "manteiga de petróleo"

Em 1862, abria-se uma nova era na exploração petrolífera nos Estados Unidos com a "loucura" de Edwin Drake que, obstinadamente, perfurava a rocha na senda de ouro negro. Uma história que caminha de par com a industrialização da querosene e da "manteiga de petróleo".

Titusville é uma pequena cidade para os padrões de gigantismo urbano dos Estados Unidos. Perto de cinco mil almas habitam na localidade rodeada de florestas no estado da Pensilvânia. Em 1962, o francês René Goscinny combinou a sua escrita com o desenho do belga Morris para situarem em Titusville o 18.º álbum de Lucky Luke, intitulado À Sombra dos Derricks. Enredo que situa o cowboy, nascido para a banda desenhada em 1946, numa cidade tomada pela corrupção.

Na história da dupla Goscinny/Morris, a corrida ao petróleo, em meados do século XIX, degradava as relações sociais em Titusville, enleando um rol de personagens de ambições diversas. Lucky Luke contracena com o pouco escrupuloso Barry Blunt, o prospetor de ouro negro Edwin Drake e o mecânico Billy Smith. Estes últimos, duas figuras que ligam as suas histórias reais a Titusville, fora das fronteiras imaginadas do álbum do cowboy "mais rápido do que a própria sombra". Edwin e Billy vivem, por mérito próprio, há perto de 60 anos nas pranchas da banda desenhada da dupla franco-belga, juntando-se a um panteão aí recriado que reúne figuras como Abraham Lincoln, Jack London, Mark Twain, Gustave Eiffel e Jesse James. Titusville ganhou o seu lugar na história por ser berço da extração petrolífera por perfuração nos Estados Unidos. Marco que não ficou órfão de data, 1859, nem de padrinhos de batismo, precisamente Billy Smith e o mais relevante Edwin Drake.

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