Exclusivo Flor-cadáver, o titã vegetal que caiu nas boas graças do mundo

Em 1878, um naturalista italiano embrenhou-se nas selvas de Sumatra para descobrir uma "monstruosidade" do mundo vegetal. A flor-cadáver ganhou mundo em estufas na Europa e nos EUA e alcançou o título de flor oficial do nova-iorquino bairro do Bronx. Uma história a que não é alheia a dinastia de rajás brancos.

Das sombras da floresta tropical malaia emergiu em 2017 a notícia que aguardou 151 anos por confirmação. Uma equipa de biólogos da República Checa resgatava para a botânica a planta endémica que, até então, não saíra da remota descrição e ilustração do naturalista italiano Odoardo Becarri. Em 1866, o transalpino embrenhou-se nas selvas da ilha do Bornéu para catalogar novas espécies, contribuindo para os inventários botânicos daquela parte do globo. No solo húmido, Becarri percebeu uma planta solitária cuja existência se reveste de singularidade.

A Thismia neptunis prescinde da fotossíntese para obter os nutrientes de que carece a partir de fungos existentes no solo. A lanterna-de-fadas, como comumente é apelidada, tem uma existência no subsolo, florescendo algumas semanas por ano e nem todos os anos. Quando o faz, a Thismia neptunis cai na categoria de excentricidade botânica. Assemelha-se a um inseto de tom caramelizado, apetrechado com um trio de antenas. Em 1878, ao descrever a sua descoberta nas montanhas da Malásia, faltou a Odoardo Becarri a prova física da existência da lanterna-de-fadas. A fotografia captada in loco em 2017 sublinhou a veracidade do achado.

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