Exclusivo Expedição Challenger. A viagem rumo ao abismo que durou quatro anos

Tão profunda que acolheria os 8848 metros de altitude do Monte Evereste, a Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, é palco há décadas para feitos de superação humana. Uma história de conquista que remonta ao século XIX, à viagem marítima que marcou a pesquisa oceanográfica e inspiração para outros voos, na órbita da Terra.

O apelo fora emitido horas antes sob a forma de SOS. O submarino nuclear norte-americano afundava-se, capturado pelas águas profundas do oceano. À tripulação, restava-lhe uma oportunidade de resgate, corporizada na equipa a operar numa plataforma petrolífera instalada na região. Porém, não eram somente as águas negras que aguardavam os potenciais salvadores. Uma força alienígena agitava-se nos lodos do fundo oceânico. James Cameron, cineasta canadiano e coautor do guião do filme O Abismo, quis no ano de 1989 revisitar a sua abordagem a diferentes possibilidades de mundos e formas de vida. Isto, após em 1986, o também realizador das películas Titanic e Avatar, levar a sua filmografia para os confins do espaço, no encalço da nave Nostromo, em Aliens - O Recontro Final.

Vinte e três anos volvidos sobre o lançamento nas salas de cinema d´O Abismo, James Cameron protagonizou a exploração que o inscreveu nos anais da oceanografia. A 26 de março de 2012, Cameron reivindicou o título de primeiro ser humano a descer sozinho os perto de 11 mil metros entre a superfície do oceano e o seu ponto mais profundo. O cineasta conquistou a Fossa das Marianas, desfiladeiro com mais de 2 400 quilómetros de extensão, localizado no Pacífico, a leste das ilhas com o mesmo nome. Por mais de duas horas, o batiscafo de oito metros de comprimento, equipado com braços robotizados, viajou em direção a um dos ambientes mais inóspitos do planeta. Cameron reviveu a expedição dos dois primeiros seres humanos que visitaram o local. A 23 de janeiro de 1960, os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard, a bordo do batiscafo Trieste, desceram à Depressão Challenger, o ponto mais baixo da superfície terrestre com os seus 10 923 metros de profundidade. Por comparação, o Monte Evereste tem o seu pico a 8848 metros de altitude.

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